A imoralidade do Reda (Regime de Apoio a Amigos)

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Foto Ilustrativa

Uma artimanha dos políticos atuais para ludibriar a Lei e ter sob controle centenas de votos de funcionários que eles podem manipular desavergonhadamente

Quando na oposição, o PT (Partido dos Trabalhadores), criticava duramente o famigerado Reda (Regional Especial de Direito Administrativo), que, na verdade, é o Regime Especial de Ajuda a Amigos, uma seleção eivada de vícios com permissividade dos fiscalizadores das Leis e do Poder Executivo (Ministério Público Estadual ou Federal e Câmaras Municipais ou Assembleias Legislativas) que se omitem, o que não é incomum, fecham os olhos e fazem vista grossa como se nada estivesse acontecendo porque, em muitos casos, os “novos” contratados são amigos e correligionários políticos, todos beneficiados pelos casuísmo da “escolha” e não por uma seleção ética. Quando no poder, o PT se filiou aos demais: MDB, PSDB, DEM, PP e os outros. A única coisa que muda são os caranguejos porque a lama é a mesma.

Essa excrescência imoral, faz parte hoje do dia a dia dos gabinetes de prefeitos e governadores sem nenhum espírito público e com pouca vergonha, incapazes de fazer gestão porque desconhecem o sentido público e estão pouco se lixando para a Constituição Federal, e muito menos para o povo que os elegeu.

E eles consideram os servidores públicos preguiçosos, incompetentes e desonestos. Muitos deles ‘gestores” não usam espelho em casa ou nos lugares onde vão.

Com arremedos às Leis, esses déspotas, muitos dos quais se locupletam no poder, depois passam o resto da vida respondendo a processos e esquecem a ética e moral, e cujos filhos pagam por décadas onde andam porque os pais esquecem no “armário da conveniência” o significado de “dignidade”. Esses “processos eletivos”, e não seletivos como querem chamar, precarizam o Estado, desqualifica o serviço público e cria falsas expectativas aos connvocados que ficam, no máximo, por 4 anos, ou até a próxima diarreia mental do MPE ou do Gestor.

Nas grandes e organizadas empresas brasileiras e mundiais, os chefes, gerentes, coordenadores e diretores, na quase totalidade dos cargos, são pessoas experientes e com muita vivência nelas porque conhecem o trabalho ali realizado.

Não é por caso que o Estado brasileiro presta péssimo serviço aos cidadãos que gastam 4,5 meses pagando impostos (37% de carga tributária). Desde os primórdios, ser servidor para líderes políticos era algo para pessoas “desqualificadas” e esse vício hoje se mantem “danoso ao erário” chamado de Reda, um crime a estrutura organizacional do Brasil, dos Estados e dos Municípios.

A Constituição Federal, tão desrespeitada pela “gang política” que faz de conta que são administradores, prega concurso público para ingresso nas carreiras do Estado. Mas, os “bandidos de plantão” preferem escolher auxiliares para tentar garantir votos nas próximas eleições. Porém, na maioria dos casos, praticam caos na gestão e ficam desmoralizados diante da sociedade.

Infelizmente, especialmente na Bahia, a Justiça é conivente, morosa e considerada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a pior do País, e nos demais Estados é pouco diferente. Juízes, desembargadores e ministros de Tribunais se submetem aos caprichos dos “corruptos políticos”, o “pior dos crimes” segundo Fernandinho Beira-Mar, um bandido condenado que traficava drogas, armas e mandava matar que, ao ser preguntado, disse que o ruim é a classe que se diz política no Brasil. Eles – os magistrados que deviam aplicar – também fazem as indicações.

E ainda tem político que diz que é “corrupto porque o povo” é desonesto. Imaginem o que eles são.

Lamentavelmente, enquanto não tivermos uma Justiça honesta, o brasileiro vai padecer nas portas de hospitais, nas escolas públicas desestruturadas, com caos na infraestrutura e no saneamento básico.

O Brasil, os Estados e Municípios precisam de “assepsia moral”, os políticos de “lavagem ética” e que tenham fiscalizados o patrimônio pessoal, de familiares e que todos justificam o enriquecimento, pois saem milionários ao surrupiar o dinheiro público. Mas, os leitos dos hospitais e as celas de cadeias os esperam.

Na Bahia, está nas Prefeituras um dos maiores índices da imoralidade do Reda no Brasil. Uma vergonha.

Yancey Cerqueira

Radialista DRT/BA 06

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