Biometria tem início em Candeias e vai até fevereiro

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O primeiro dia (segunda, 6) de realização da biometria eleitoral em Candeias, cidade da Região Metropolitana a 46 km de Salvador, atendeu menos do que a expectativa por várias razões. Adaptação na realização, equipamentos que demoraram a funcionar e também a quantidade de eleitores que se dirigiram para a biometrização, foram alguns dos motivos.

Pouco mais de 300 eleitores foram até o Fórum, no bairro do Ouro Negro, mas apenas aproximadamente 90 puderam ser atendidos. A média é de 25 min para realizar o serviço por eleitor que tem que informar e apresentar uma série de documentos e ainda fazer a digitalização das impressões digitais e tirar fotografia.

Dos pouco mais de 62 mil eleitores da cidade, 12 mil já fizeram a mudança até maio deste ano quando TRE (Tribunal Regional Eleitoral) realizava a biometrização em outras cidades e, apesar de não estar na programação da Corte, podiam fazer.

Segundo informações do Cartório Eleitoral, o TRE vai disponibilizar 22 máquinas para o atendimento dos eleitores, das 8 às 16h.

Para facilitar o atendimento aos eleitorais, o juiz da 127ª Zona Eleitoral, Tadeu Ribeiro de Vianna Bandeira, pediu a colocação de toldos diminuindo a exposição ao sol ou à chuva dos que se dirigirem ao Fórum. Também um esquema especial de transporte alternativo foi montado do bairro do Ouro Negro para o Centro da cidade.

O trabalho é realizado com apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Candeias que, assim como em outras cidades, cedem pessoal e parte da estrutura de equipamentos para a realização da biometria.

Primeira biometria

Nesta etapa, uma eleitora foi a primeira a ser atendida no Cartório. Viviane Soares dos Santos, 34 anos, dona de casa, que mora no bairro do Santo Antônio, casada, mãe de dois filhos – Vitor, de 7, e Rafaela de 18, chegou ao Fórum por volta de 4h30 e deixou o local às 9h. Segundo ela, estava ali para exercer o direito de cidadã, mas não imaginava ser a primeira a chegar da fila e atendida.

É necessário levar a Carteira de Identidade, ou documento emitido por órgãos profissionais ou CNH, documento de quitação militar (para homens), comprovante de residência (conta de luz, água, telefone, telefone, cartão de crédito, envelopes de correspondência com até 3 meses de emitido), contrato e locação ou comprovante de matrícula de ensino deste ano.

De acordo com documento do juiz eleitoral, Tadeu Ribeiro de Vianna Bandeira, o não comparecimento no prazo estipulado pela Justiça Eleitoral vai resultar no cancelamento depois de avaliação individual de cada caso.

Título cancelado

O eleitor que não fizer a biometria e tiver o título cancelado sofrerá as seguintes consequências:

*não poder se inscrever em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

*não receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;

*não obter passaporte ou carteira de identidade;

*não participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal ou dos municípios, ou das respectivas autarquias;

*não obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos;

*não renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

*não praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda;

*não obter certidão de quitação eleitoral, conforme disciplina a Res.-TSE nº 21.823/2004;

*não obter qualquer documento nas repartições diplomáticas a que estiver subordinado.

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