Candeias: DEM pode ter usado ônibus escolar para comício

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Ônibus Escolar 03A candidata à prefeitura de Candeias pelo DEM, Tonha Magalhães, teria utilizado cerca de sete ônibus escolares para transportar eleitores e simpatizantes para o comício realizado no sábado, dia 27, na Praça Dr. Gualberto Dantas Fontes. O evento teve a presença do prefeito de Salvador e candidato à reeleição ACM Neto.

Este tipo de prática é crime eleitoral previsto pelo Código Eleitoral, Lei 9.504/97. Caso seja confirmado que os ônibus são de exclusividade de algum município, o crime se configura abuso de poder político, passível de punição que varia de multa até a inelegibilidade da candidata.

Chico, Bobó e TonhaSegundo informações, os ônibus podem ser parte da frota de Candeias e teriam sido liberados pelo Sargento Francisco, que reassumiu a gestão na última quinta-feira, dia 25, e apoia a campanha de Tonha Magalhães na cidade.

História de abusos

É da tradição dos Magalhães, em Candeias, o abuso do poder econômico, político e eleitoral.

01 – Quando prefeita, em 2002, demitiu 3 professores servidoras efetivas por denunciar na imprensa, em Salvador, atraso no pagamento de salários. Os servidores foram reintegrados pela Justiça e o município foi obrigado a pagar 10 anos de salários mesmo com as professoras sem ter trabalhado enquanto a questão estava “sub judice”.

02 – Em 2008, a então prefeita Amiga Ju, prima de Tonha, indicada como sucessora pela então prefeita, hoje de novo candidata, abriu o caminho das cassações em Candeias por abuso do poder político ao usar uma clínica para aviar receitas em período eleitoral.

Ônibus Escolar 0203 – Hoje, a candidata DEM, responde processo por improbidade administrativa por realizar compras na Gráfica sem licitação, vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (processo n° 0000756-86.2005.805.0044). A denúncia é do Ministério Público do Estado contra a ex-prefeita de Candeias, Antônia Magalhães (DEM), que pode torna-la inelegível ou ser cassada.

04 – Mais recentemente, Tonha foi citada na Operação Acarajé, da Lava Jato, por receber R$ 50 mil de empreiteiras sem declarar, portanto, está na relação de possíveis políticos investigados por receberam recursos supostamente de “caixa 2”.

05 – Nunca se pode esquecer a “escadaria”, anunciada como a “grande obra”, que não terminou e que o Município paga até hoje quase R$ 1,5 milhão.

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