CBF abre mão de R$ 380 mi desviados por ex-presidentes

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Dois ex-presidentes da CBF que comandam a quadrilha no futebol brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tinha até ontem (6) para solicitar os recursos fraudados pelos ex-dirigentes da entidade, no entanto, nenhuma proposição foi realizada e esse dinheiro não será ressarcido de volta aos cofres da entidade. Outras entidades fizeram o pedido para a corte de Justiça, em Nova Iorque.

De acordo com levantamento da própria justiça americana, os últimos presidentes teriam desviado mais de 100 milhões de dólares (quase 380 milhões de reais). Jose Maria Marin e Marco Polo Del Nero fraudaram mais 48,5 milhões de reais. Na Espanha, a entidade, que sofre escândalos políticos com relação ao ex-presidente do Barça, Sandro Rosell, também não solicitou o ressarcimento, alegando não ter sofrido maiores danos.

Condenado por organização criminosa, fraude financeira e lavagem de dinheiro, Jose Maria Marin terá pena estabelecida no próximo dia 17 de agosto. As competições que Marin teria fraudado, foram: Taça Libertadores, Copa do Brasil e Copa América. Já Del Nero e Ricardo Teixeira, ex-membros do Comitê Executivo da Fifa, usaram indevidamente cerca de 20 milhões de reais da Fifa, com gastos em hotéis, viagens e salários.

Mesmo com a passividade da CBF em relação ao ressarcimento dos fundos mal usados pelos cartolas brasileiros, a Fifa enviará ao Estado americano a solicitação de reembolso, para a própria instituição. Conforme o documento, “ao longo dos anos, os ex-presidentes abusaram de suas posições para se enriquecerem, enquanto causavam danos significativos para a Fifa” Leia mais um trecho do comunicado proposto pela Fifa:

“Os danos foram amplas perdas financeiras (incluindo salários e dinheiro desviados ao seus bolsos), assim como dano para a reputação, relações comerciais e à propriedade intelectual da Fifa”, afirmaram os advogados. “Esse dinheiro não foi desviado apenas da Fifa, mas dos jogadores, técnicos e torcedores pelo mundo. Esse dinheiro era para ter sido usado para construir campos, não mansões e piscinas”, atacou a Fifa. “Era para comprar uniformes, não joias e carros e não dar um estilo de vida abusivo aos dirigentes”.

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