Copa do Brasil: Vitória enfrenta o Corumbaense hoje e precisa vencer

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Fotos: Assessoria EC Vitória

O Vitória tenta chegar à 3ª fase da Copa do Brasil esta noite, a partir das 18h15, no estádio Manoel Barradas, enfrentando o modesto Corumbaense, do Mato Grosso do Sul, equipe que é campeã do Estado, mas ocupa apenas a 5ª posição no ranking estadual e a 146ª no nacional.

Apenas uma vitória leva o rubro-negro bicampeão baiano a avançar. O regulamento da Copa do Brasil 2018, a partir nesta fase, determina jogo único e a vantagem é jogar em casa. O empate leva para a disputa de pênaltis para decidir quem é o vencedor.

Na primeira partida, no Rio Grande do Norte, o bicampeão baiano eliminou o Globo ao ganhar por 2 a 0.

Como detalhe, em 15 de setembro de 2012, o Corumbaense jogou contra o Coxim, também do MS, no Arthur Marinho, quando o Carijó da Avenida, como é conhecido, venceu com a goleada histórica de 23 a 1, com grande atuação do atacante Amarildo, sendo esta a segunda maior goleada da história do Brasil em torneios oficiais, só perdendo para o torneio Botafogo 24 a 0 Mangueira, pelo Campeonato Carioca de 1909.

O Vitória, que perdeu a invencibilidade no ano a ser derrotado pelo ABC por 3 a 1, em Natal, pela Copa do Nordeste, no sábado de Carnaval, não tem a disposição apenas o lateral Lucas, que está machucado.

Vagner Mancini, como de praxe, deve anunciar a equipe de acordo com a regra apenas 45 minutos antes do jogo. Mas, tudo indica, não haverá surpresas.

Volante apresentado

Rodrigo Andrade, de apenas 20 anos, chega ao Vitória como aposta, após fazer uma boa Série B com a camisa do Paysandu. Ele, que assinou contrato com o Leão por três anos e teve 50% dos direitos econômicos adquiridos, foi apresentado na quarta-feira (14), na Toca do Leão, e revelou que ralou muito para, hoje, ser um jogador profissional.

Rodrigo contou que, quando era adolescente, lavava carros para ter dinheiro e pegar o ônibus que o levava para os treinos. “Ralei muito para entrar no futebol. Lavava carro para ir para o treino. Minha família não tem ninguém que joga futebol. Meu pai falou ‘pode ir, é o único futuro que você tem, já que você não gosta de estudar mesmo’. Tinha um lava-jato do meu primo na frente da minha casa, aí o treino começava às 8h. Eu acordava às 6h, lavava carros para conseguir o dinheiro do ônibus e ia. Sofrer é normal, todo mundo sofre na vida”, conta ele, que chegou ao Paysandu quando tinha 14 anos e estreou no profissional aos 16.

Foto: Maurícia da Matta / EC Vitória

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