Diário Oficial da União deixa de ser impresso

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Uma nova era de modernidade, eficiência e economia começa para a Imprensa Nacional, a partir desta sexta-feira (1º). Desta data em diante, o Diário Oficial da União (DOU) deixa de ser impresso e fica disponível diariamente apenas pela internet, no endereço portal.imprensanacional.gov.br

Após 155 anos desde o surgimento do DOU impresso, a portaria que determinou o fim das assinaturas e da venda do material foi publicada no próprio jornal, em 25 de outubro. De acordo com o texto, “as assinaturas dos Jornais Oficiais, na versão impressa, passam a ter periodicidade diária ou proporcional, até a data de encerramento da comercialização”.

Atualmente, o Diário Oficial é disponibilizado pela Imprensa Nacional, órgão da Casa Civil da Presidência da República, e é o instrumento de acesso universal e de validação dos atos administrativos do Estado. O documento era diariamente editado, impresso e disponibilizado eletrônica e fisicamente.

“Já circula, no diário impresso, um aviso para os interessados, avisando que a última edição impressa será no dia 30 de novembro. É uma data importante, porque foram 155 anos de DOU impresso”, afirma o coordenador geral de publicação e divulgação da Imprensa Nacional, Alexandre Machado.

Sustentabilidade

Um dos principais benefícios do fim das impressões será a economia de mais de R$ 12 milhões por ano, gastos para imprimir os 6 mil exemplares diários do DOU. A despesa inclui insumos como papel, tinta, eletricidade e água; e a logística de distribuição do material. “Com essa medida de modernização, estamos deixando de consumir 720 toneladas de papel por ano. E 32 milhões de litros de água por mês”, ressaltou Padilha.

Todos os esforços da Imprensa Nacional, agora, serão voltados para a melhora do diário eletrônico, que já é disponibilizado pela internet há 15 anos e, segundo Alexandre Machado, tem cada vez mais acessos. “Será uma fase em que todos os recursos investidos serão voltados ao meio digital. Nossa expectativa é melhorar esse serviço, que, com toda a certeza, é o mais utilizado”, explica o coordenador.

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