FBF: Porque largar o salário de R$ 125 mil apesar da gestão de “várzea”

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Além dos R$ 50 mil que recebe da Federação, a CBF ainda lhe dá uma verba de representação no valor de R$ 75 mil por mês, que somados é maior que a média dos elencos de Bahia e Vitória que participam da Elite do Brasileiro

A história do futebol brasileiro, especialmente baiano, entrou numa curva descendente que somente novos ares, gestão modernizada e transparência poderiam dar esperança de ver, outra vez, um dirigente sair da Federação Bahiana para ser o Diretor de Competições da CBF, organizar durante anos o Campeonato Brasileiro e apenas deixar a Confederação por questões pessoais de saúde.

Foi nos mandatos de Virgílio Elísio da Costa Neto, radialista que se formou em engenharia, mas não abandou o esporte, e do saudoso Antônio Pithon, arquiteto renomado, que se modernizou a FBF, inclusive incrementando o Programa Sua Nota É Um Show, o retorno da Copa do Nordeste e, com Pithon, os Clubes viajavam com passagens pagas, o “, sim, então BAIANÃO, não o “Baianinho” da turma incapaz, era patrocinado e a arbitragem passou a ser reconhecida com cursos e palestras e parecia que a entidade daria um salto para o futuro.

Em 2002, assume o atual ‘gestor’ que está no poder e anda ao telefone e nos corredores pressionado Ligas para ele não “largar o osso”, ou melhor, “o filé de picanha argentina”, que “desarticulou o crescimento e vai deixar a herança maldita da descrença e desconfiança”.

Com um atraso estratosférico, “queda vertiginosa no prestígio e uma estagnação ruim impar”, o que deseja a “equipe atual”, que ainda tem Manfredo Lessa e Ricardo, no momento vice-presidente, é manter apenas o salário que recebem todos, pois nenhum deles ganharia nem metade fora do “bunker” da FBF.

Os R$ 125 mil por mês ao ano (R$ 50 mil da FBF e R$ 75 mil da CBF) garantem ao gestor R$ 1.550.000,00 (UM MILHÃO, QUINHENTOS E CINQUENTA MIL REAIS – com R$ 50.000,00 de 13° da FBF), além de um “pseudo reconhecimento” imerecido porque em 18 anos de desmandos e perseguições e “ilações e elucubrações” desvairadas, os gestores, incluindo os 10 anos de vice de Manfredo, hoje assessor jurídico, somente imergiram o nosso esporte preferido no mar de descaso e desrespeito.

Analisem “senhores indigestos gestores”, se é que teriam discernimento, todos os fracassos frutos dos desmandos que praticaram longo de quase duas décadas. A rejeição somente não é maior porque os políticos e partidos não deixam, mas se assemelham diante do que quase todos são. Qual o legado de vosmecês para a FBF ou o futebol? Avareza, ganância, vaidade, sede de poder “ad aeternum”??? Esse triste episódio precisa e vai acabar.

Ficou feio

A tentativa de golpe ocorrida em dezembro de 2017 ao tomar ciência da candidatura do advogado Ademir Ismerim, para ele ou outro não registrarem chapa, é incorrer num erro fatal com repercussão internacional em ano de Copa do Mundo, da qual o Brasil nunca deixou de participar e é o único pentacampeão.

Não precisa de conselhos, mas “ditador, tirano e asseclas” ACEITEM o jogo da democracia e percam de cabeça erguida, mas sejam fieis à Lei e ao Estatuto, porque “dormientibus non succurrit jus”. Pois pratiquem, mesmo contra a soprem, “fumus boni iuris”. Afinal, vocês gastam mais de R$ 700 mil com advogados por ano, ou seja, quase R$ 2 mil por dia.

Para finalizar, não esqueça “presidente dos insucessos, dos fracassos”, as derrotas que vem tendo na Justiça por querer tapar a boca de radialistas e jornalistas, que mesmo perseguidos e constantemente ameaçados em telefonemas que “vosmecê” (permitam leitores) e seus “súditos antolhos” fazem para os patrões de rádios e jornais que demostram dignidade, apesar das dificuldades todos continuam trabalhando sem precisar “calar a boca”, ou afagos, e de “cabeça em pé e de olhos firmes”.

Yancey Cerqueira

Radialista DRT/BA 06

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