FBF: Prazo de validade há muito vencido

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Em 2018 serão realizadas eleições para importantes cargos legislativos: de deputado estadual a presidente da República. É a democracia funcionando para os poderes constituídos.

Alguém um dia disse que ser técnico da seleção Brasileira era tão ou mais importante que presidente do Brasil. Outro que o futebol é das coisas inúteis a mais importante. Nem uma coisa nem outra são verdadeiras, mas têm sua relevância no Pátria da Chuteiras, ou o País do Futebol.

Assim deveria ocorrer no comando das entidades que regem o futebol brasileiro, único pentacampeão do Mundo, detentor do maior jogador de todos os tempos e cujo esporte empolga e emociona em todos as partes do Planeta Terra.

Porém, dirigentes arrogantes, prepotentes e tiranos – que envergonham a “preferência nacional” senão vejamos: João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero ex e presidente da CBF que não podem deixar o Brasil para não serem presos, exceção de Marin preso e sendo julgado – tentam se perpetuar no poder desrespeitando regras e estatutos fazendo “aclamações” como se supostas eleições fossem e tentam ser donos dos recursos que advêm do torcedor, dos sócios e, em alguns casos do erário municipal, estadual ou federal.

Na FBF – Federação Bahiana de Futebol – que eu prefiro denominar de FRACASSOS, o atual gestor há 30 anos na entidade e 16 como presidente colhendo e recolhendo insucessos no esporte de maior adoração dos baianos busca essa máxima de “alternância sim, mas com ele no poder, no comando”.

Nas últimas pseudos eleições com uso indecoroso  ridículo de “procurações para garantir o voto”, foi “aclamado” pelas Ligas e Clubes – muitos receosos de represálias e perseguições – e que deram o voto para que o mesmo pudesse perder o Programa Sua Nota É Um Show, reduzir o número de participantes no Intermunicipal, diminuísse a quantidade de árbitros baianos apitando as principais divisões do Brasileiro por falta de formação e incentivo e fizesse uma Segunda Divisão Estadual com 5, isso mesmo, 5 equipes, metade da quantidade de Alagoas (9), Pernambuco (10) e Sergipe (14). E mais: derrubou a nossa posição no Ranking de Federações da CBF de 6° quando assumiu em 2001 para 9° lugar hoje. Com diria Boris Casoy: Uma vergonha essa indigestão.

Insatisfeito com tantos erros, partiu para cima de profissionais da imprensa que o criticavam para processar, pedir demissões às empresas ou aos donos de equipes esportivas sendo na maioria dos casos ignorado, embora com verba publicitária da FBF conseguisse algum êxito.

Perdeu e continua perdendo as ações que infestam a Justiça tão ocupada e que precisa parar para, muitas vezes, sequer realizar as audiências por ausência do “autor”.

O caso Liedson é emblemático. A Justiça em primeira instância o absolveu sumariamente sem sequer instruir o processo, ou seja, sem ouvir testemunhas apesar da farta documentação. Por prescrição (quando a punição não pode ser mais aplicada) o processo que durou simples 9 anos foi extinto depois do recurso interposto pelo Ministério Público do Estado. Ou seja, não foi julgado.

Finalizando, 2018 vai ter eleição sim na FBF.

Desgastado, cansando as Ligas e Clubes sem perspectiva, fazendo campanha ao saber que vai haver “chapa de oposição” ao receber dirigentes aos quais nunca visitou nem recebeu, o prazo do Sr. Ednaldo está vencido esperando apenas o pleito para ser derrotado e terminar “melancolicamente” as quase duas décadas de fracassos na FBF.

E os contatos que temos com os dirigentes ouvimos sempre: “Tá na hora de sair”. O futebol baiano precisa de “oxigenação”, respirar novos ares e avanços.

Yancey Cerqueira

Radialista, DRT/BA 06

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