FBF: Sem chance nem condição

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Não é primeira tentativa, mas ficará apenas no desejo

São 17 anos à frente da Federação Bahiana de Futebol (FBF) e nesse período o registro de fracassos é extraordinariamente espetacular com perdas irreparáveis e danos definitivos à imagem do esporte mais popular da Bahia e do Brasil.

Não um só registro de conquista ou ganho nessas quase duas décadas do atual gestor no comando da entidade que somente perdeu credibilidade, apoio e ficou inerte em ações que pudessem ajudar Árbitros, Clubes e Ligas do estado.

Agora com a possibilidade de eleição na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ele se lança candidato à Presidência como se o resto do país não acompanhasse o dia a dia de cada Federação.

Não basta ser amigo de Ricardo Teixeira, José Maria Marin ou Marco Polo Del Nero para ter requisitos e condições de ganhar uma eleição na entidade máxima do futebol brasileiro.

E ele sempre fez questão de mostrar essa relação de amizade em fotos divulgadas pela imprensa a quem destina mais de R$ 1 milhão por ano dos cofres da FBF para autopromoção. O que ganhou nosso futebol com essa relação?

Pelo contrário, são coleções de derrotas e fracassos nunca antes visto na história do futebol baiano. Em todas as áreas perdemos.

Vamos citar alguns:

01 – Sua Nota É Um Show – Ajudava e muito os Clubes do Interior. Depois de investigação do MPE, que não foi à frente, foi cancelada pelo Governo do Estado;

02 – Árbitros: Nunca em tempo algum da formação do Quadro Nacional de Arbitragem estivemos tão desprestigiados. Apenas Jailson Macedo Freitas, remanescente da gestão Virgílio Elísio apita jogos do Brasileiro (Série A). Apenas um quadro da Fifa (Alexandro Matos – também remanescente). A falta de formação e desrespeito são notáveis. Impressionante;

03 – Série B – A Segunda Divisão do Baiano mingua a cada dia. São apenas 6 Clubes que irão disputar este ano. Em 2017 foram 5. Para se ter ideia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe – Estados e entidades menores – têm ao menos o dobro;

04 – Intermunicipal – Que já foi a Festa do Interior, e ainda a duras penas com ajuda decisiva das Prefeituras sobrevive, perde a graça por falta de apoio. Não é com meia dúzia de bolas e alguns uniformes que a Ligas podem sobreviver. Sem apoio das Prefeituras, as Ligas desistem da competição.

05 – Renovação de Mandato – Por 3 vezes realizou “aclamações” como se fossem eleições. Clubes e Ligas, essas oferecendo “procurações”, renovaram esses desgastados mandatos;

06 – Ameaças e processos contra a imprensa – Ao ser questionado pela gestão, o atual gestor partiu para cima da imprensa que, de forma independente contestava, com processos contra muitos jornalistas e radialistas. Vai perdendo ações a cada dia. Contra Luís Brito, Oscar Paris, Juliana Guimarães, Robério Menezes, e investidas nas direções das empresas contra aqueles que tentavam criticar. Alguns foram ameaçados de demissão. Mas resistiram e resistem.

07 – Gastos supérfluos – Com publicidade e advocacia a entidade gasta mais de R$ 1,7 milhão por ano. A FBF vende produto? Tem torcida? Entra em campo? Para que tantos recursos em publicidade?

O gasto com advogados é só ver a série de processos contra quem se insurgiu.

Inclusive perda de processos na área trabalhista e afins.

Com todo esse histórico será que esse que se arvora a candidato a presidente da CBF tem alguma chance? Reúne as condições para tal aos olhos dos demais dirigentes – muitos com perfil semelhante –?

Então, acho que a não ser que se já para se postar como liderança no futebol brasileiro para Clubes e Ligas baianas que vão participar da eleição na FBF este ano porque haverá concorrência, o atual gestor da Federação do Fracasso se lança pré-candidato a presidente da CBF com a possível destituição de Marco Polo Del Nero da Presidência pela Fifa diante das apurações.

Em novo editorial, vamos falar do déficit da FBF em 2016. Incrível, mas é verdade.

Yancey Cerqueira,

Radialista DRT/BA 006

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