Iaçu: Presidente de Associação espalha terror e violência na zona rural

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Foto: presidente da Associação Rural enviada por Whats'App

A presença de milícia armada, no último dia 10 em evento social na Comunidade dos Campos durante a realização de uma Assembleia Geral de Sócios, por pouco não terminou em tragédia

Alegando estar sendo ameaçada, a presidente da Associação Comunitária Rural dos Campos, que fica a 10 km da sede do município de Iaçu, no Centro Norte baiano a 279 km de Salvador, contratou “segurança” clandestina e ostensivamente armada, composta de 02 elementos, que à paisana, diziam pertencer aos quadros da Polícia Militar da Bahia – RONDESP.

A presença de tais “seguranças” causou perplexidade, indignação e terror aos presentes – cerca de 60 pessoas, dentre elas crianças e idosos, especialmente quando ordenados a agir, para retirar do recinto, à força, os associados Gustavo Cardozo dos Santos, membro do Conselho Fiscal da entidade e Damião Barreto Lima provocando forte reação dos presentes. A violência foi contida graças a intervenção da presidente do Sindicato Rural de Iaçu, Sra. Adevanda José Felipe Santos Queiroz, que com serenidade e equilíbrio, conseguiu fazer com que os “pseudos seguranças” desistissem da ação.

A raiz do problema

No início deste ano, a CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional –, assinou convênio com a Associação Comunitária Rural dos Campos, em programa financiado pelo BIRD para desenvolvimento da caprinovinocultura na região; já naquele momento, foram denunciadas à CAR, diversas supostas fraudes e desvios de conduta de membros da Diretoria da Associação que, na opinião de Ozânio Silva Rosa, associado e presente à reunião, “caso tivessem sido apuradas e corrigidas, certamente teriam evitado a situação caótica em que hoje se encontra a Associação, ameaçando o desenvolvimento de tal Convênio, em prejuízo de toda a Comunidade”.

Providências Adotadas

Foi constituída uma comissão, composta de 05 membros, representando a maioria de associados e aspirantes a sócios, com a missão de levar o caso às autoridades competentes – Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público do Estado, visando inibir futuras ações de ameaças físicas e preservar a Associação, uma das mais bem sucedidas e longevas da região.

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