Ipirá: Palestra sobre “relevância da educação” abre ano letivo na Eugênio Gomes

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Uma palestra do professor e diretor Dário Loureiro, da Faculdade Eugênio Gomes, no auditório da instituição, em Ipirá, na noite de ontem (5), marcou a abertura do ano letivo para alunos dos cursos de administração, pedagogia, teologia e serviço social.

Recepcionados pela diretora pedagógica, Sílvia Rocha, que deu também boas-vindas aos antigos e novos universitários do estabelecimento, ainda apresentou o calendário do semestre e os professores e anunciou novos docentes.

Professor Dário Loureiro, diretor da Faculdade Eugênio Gomes

Na palestra, o professor Dário Loureiro fez questão de enfatizar o que representaria na vida daqueles que iniciam ou continuam os estudos na Eugênio Gomes, uma faculdade reconhecida pelo MEC e com professores e profissionais qualificados, usando o texto “O Mito das Cavernas”, do filósofo grego Platão, trazendo-o para atualidade e comparando-o principalmente com a televisão que pode, se não abrirmos nossa mente, nos limitar no conhecimento.

Para ilustrar a palestra, o professor apresentou a historinha em quadrinhos, de Maurício de Souza, sobre o tema. E fez questão de afirmar que não podemos ficar restritos apenas ao que vemos na “telinha da TV”, mas ampliando os horizontes por meio da educação maior responsável pela transformação de uma localidade, uma nação ou um povo.

Ao final, alunos, professores e participantes aplaudiram aula inaugural e, em seguida, as aulas já se iniciaram em razão do calendário apertado pela Copa do Mundo e também as eleições deste ano.

Mito da Caverna

O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.

Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.

O que Platão quis dizer com o mito

Os seres humanos têm uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna (hoje alguns meios de comunicação) simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.

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