Morre o jornalista Alberto Dines

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Morreu na manhã desta terça-feira (22), aos 86 anos, o jornalista e professor universitário Alberto Dines. A informação foi confirmada pelo Observatório da Imprensa, veículo do qual foi fundador.

”É com profunda tristeza que a equipe do Observatório da Imprensa comunica o falecimento de seu fundador, Alberto Dines (1932-2018), na manhã desta terça no hospital Albert Einstein, em São Paulo”, informou o Observatório em suas redes sociais. A causa da morte não foi informada.

Nascido no Rio de Janeiro em 19 de outubro, ele iniciou a carreira no jornalismo na revista A Cena Muda, durante a década de 1950. Após passagens pelas revistas Visão e Manchete, ele assumiu a direção do segundo cadero do jornal Última Hora. Em 1960, colaborou para o jornal Tribuna da Imprensa, e em 1960 dirigiu o Diário da Noite, dos Diários Associados.

Dines foi editor-chefe do Jornal do Brasil, e ficou lá por 12 anos, sendo demitido em 1973 após a publicação de artigos que criticavam a ditadura brasileira.

No ano seguinte foi para os Estados Unidos, onde foi professor-visitante da Universidade de Colúmbia. Voltou ao Brasil em 1975 para ser diretor da sucursal carioca da Folha de S. Paulo. Em 1980, ele deixou o cargo e passou a colaborar n’O Pasquim.

Em 1994, o jornalista criou o Observatório da Imprensa, periódico crítico de acompanhamento da mídia. Dois anos depois, lançou a versão eletrônica da publicação. O veículo ainda contou com versões no rádio e na TV.

Além de jornalista, Alberto Dines era biógrafo e publicou mais de 15 livros, entre eles, Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig (1981), e Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992). O livro sobre Stefan Zweig foi adaptado para o cinema por Sylvio Back em 2002.

Em 1970, ele recebeu o Prêmio Maria Moors Cabot de Jornalismo, e em 1993, o Prêmio Jabuti na categoria Estudos Literários

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