quinta-feira , 29 junho 2017
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MPF sedia reunião por direitos e contra a violência no campo

Trabalhadores rurais, indígenas, quilombolas, defensores de direitos humanos, parlamentares e ativistas por justiça e paz no campo estarão reunidos na próxima terça-feira (23), às 14h, em um ato denúncia que pede direitos e o fim da violência no campo.

A atividade será na Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e é promovida pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), com apoio de 18 organizações da sociedade civil e do poder público – entre elas, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR), do Ministério Público Federal.

O ato contará com depoimentos de vítimas e familiares e pretende denunciar a omissão do Estado diante do aumento da violência no campo. A atividade também busca chamar atenção para a responsabilidade do poder público na criminalização dos movimentos sociais, na atuação desproporcional das polícias e na aprovação de medidas que agravam os processos de concentração, privatização e estrangeirização de terras brasileiras.

Números

A proposta é construir soluções e apontar compromissos a serem assumidos pelas organizações para conter o retrocesso de direitos e o crescimento da violência no campo. Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam que 2016 teve registro recorde no número de conflitos no campo: foram 61 assassinatos de trabalhadores rurais (o dobro em relação à média dos últimos dez anos) e 1.536 conflitos, envolvendo 909.843 famílias.

O ano de 2017 já revela que os conflitos serão intensificados. Nos primeiros cinco meses deste ano foram registrados pela CPT 25 assassinatos em decorrência dos conflitos agrários no Brasil – número duas vezes maior que o registrado no ano passado para o mesmo período. Outros seis casos estão sob investigação e ainda não foram inseridos no banco de dados da Pastoral.

O diálogo contará com a participação da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, e do coordenador da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF, Luciano Mariz Maia.

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