Polícia Federal vai investigar ofensas contra Gilmar Mendes

117
Gilmar Mendes, ministro do TSE

Pedido de inquérito foi feito pela defesa de ministro do STF

A Polícia Federal (PF) vai investigar a incitação de ofensas ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um grupo chamado “Tomataço”, no aplicativo de mensagens Whats’App, que oferece recompensa de até R$ 300 para quem atingir o magistrado.

Segundo a defesa do ministro, autor do pedido de abertura de investigação, a intenção do responsável pelo grupo “não era a de realizar um protesto pacífico, mas de verdadeiramente ameaçar [Gilmar Mendes] e de lhe ocasionar lesão corporal e patrimonial”, afirma o documento enviado ao diretor-geral da PF, Fernando Segóvia.

No fim de janeiro, Gilmar Mendes voltou a ser hostilizado por brasileiros, após duas turistas terem criticado ele nas ruas de Lisboa, no início do mês. A abordagem aconteceu dentro de um avião, que estaria seguindo para Cuiabá (Mato Grosso) neste fim de semana.

Quando o avião pousou, os passageiros começaram a hostilizá-lo, questionando se ele mandaria também soltar o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que está cumprindo pena na penitenciária da Papuda, em Brasília.

No vídeo, é possível ouvir gritos como “prende o ministro”, “vai soltar o Lula?”, “e o “Aécio?” e “vergonha”. Depois, houve um forte coro de “Fora, Gilmar!”

Gilmar Mendes vem enfrentando forte oposição, inclusive dentro do próprio STF, por causa de seu posicionamento com relação a acusados, principalmente no âmbito da Lava Jato. No fim de 2017, o ministro concedeu habeas corpus a vários presos, entre eles a ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo e o empresário do ramo de ônibus Jacob Barata.

COMPARTILHAR