Procuradora nega pedido de Geddel sobre telefone de denunciante

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A Procuradoria-Geral da República se manifestou em petições elaboradas por Geddel Vieira Lima no Inquérito 4633. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu o indeferimento do pedido de Vieira Lima para ter acesso ao número telefônico de onde partiu o contato com o Núcleo de Inteligência Pessoal e a identidade do policial que recebeu a chamada.

A PGR se manifestou favorável ao pedido de acesso ao material utilizado em perícias papiloscópicas com impressões digitais achadas em apartamento em Salvador (BA).

Na mesma manifestação, Dodge se posicionou pelo deferimento dos pedidos apresentados por Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e Job Ribeiro Brandão.

Entenda o caso

O ex-ministro Geddel Vieira Lima queria saber quem é o dono do telefone usado para denunciar a existência de um bunker em um apartamento em Salvador onde foram encontrados R$ 51 milhões atribuídos a ele.

O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Geddel também queria saber as circunstâncias da operação da Polícia Federal, quais pessoas foram ouvidas e qual agente atendeu à ligação denunciando a existência do esconderijo.

Segundo a Polícia Federal, a descoberta do dinheiro ocorreu após uma ligação anônima. No pedido de Geddel, a defesa não explica o motivo de buscar o nome do autor da ligação e só diz que a informação é “imprescindível” para o caso.

Ao ser questionado sobre o motivo, o advogado de Geddel, Gamil Föppel, apenas disse, em nota, que “possui o direito de informação acerca de todos os elementos de prova que sejam usados contra si” e que os órgãos de investigação não têm direito ao sigilo da fonte — prerrogativa, geralmente concedida a jornalistas de não revelarem que lhe passa informações.

Além do número telefônico de quem ligou para a polícia, a defesa também quer saber que policial atendeu ao telefonema.

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