Salvador: Cidade sem ônibus e Prefeitura falha no esquema alternativo

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Salvador amanheceu sem ônibus circulando neste domingo, 20, assim como prometido pelo sindicato dos rodoviários. A paralisação da categoria ocorre, mais uma vez, por conta da falta de acordo entre os trabalhadores e os donos de empresas, que afirmam que não poder dar o reajuste de 6% na remuneração e de 10% no tíquete refeição pedido pelos funcionários do Consórcio Integra.

Para atender as pessoas que precisaram sair neste domingo, a Prefeitura de Salvador autorizou a circulação dos 300 micro-ônibus (os amarelinhos) do Subsistema de Transporte Especial Complementar (Stec) em oito localidades de Salvador, como Vasco da Gama, Cajazeiras, Liberdade, Cabula, Pirajá, São Caetano, além da avenida Suburbana e em toda a extensão da orla.

Com isso, vias como a avenida ACM, Bonocô e Paralela não serão atendidas por esse sistema, que vai cobrar meia-passagem típica dos domingos, no valor de R$ 1,85. Os proprietários de veículos de transporte escolar também foram autorizados a fazer o transporte coletivo.

Falha no suporte

Mas, o esquema falhou vergonhosamente em razão da quantidade colocada para a demanda quando os ônibus circulam normalmente.

Praticamente ninguém conseguiu utilizar o serviço por várias razões. Uma delas, é que a Prefeitura não acreditou na paralisação. Outra, 20% de veículos não podem atender as necessidades mesmo que reduzidas aos domingos. Também a natural diferença das linhas habitualmente feitas pelos amarelinhos que deixaram confusos os passageiros.

O secretário de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, afirma que o sindicato fechou a saída da garagem na avenida Barros Reis. Segundo ele, os micro-ônibus que circularam na cidade foram os que não estavam nesse local.

Assim, a Semob não se preparou adequadamente para essa ação dos rodoviários. O erro da administração municipal prejudicou mais de 700 mil soteropolitanos.

A Prefeitura também autorizou a circulação dos 800 veículos do Transporte Escolar para operar na cidade como transporte coletivo, mas sem vivência, eles falharam também.

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