Salvador: Prefeitura registra 375 casos de crianças trabalhando no Carnaval

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Durante todo o Carnaval, técnicos da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) identificaram mais de 1,4 mil situações de vulnerabilidade e risco social. Nas abordagens, a equipe formada por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, educadores sociais, coordenadores e pessoal de apoio realizaram, até este domingo (11), 381 cadastros de crianças e adolescentes identificados em situação de trabalho de risco e vulnerabilidade social.

Destes, 375 desses foram cadastrados por estarem em situação de trabalho. As equipes realizaram os encaminhamentos para os Centros de Convivência (82), retorno para o lar (152), para o Conselho Tutelar (103), para Cras e Creas (137). As equipes manterão as atividades da campanha “Criança não é Mão de Obra” durante todo o Carnaval.

O Conselho Tutelar de Salvador está atuando 24 horas por dia em ações preventivas, de sensibilização e articuladas com a rede de proteção, visando enfrentar as violações de direitos e práticas contra direitos de crianças e adolescentes. Presentes em cinco postos – Integrado, Centro, Barra, Ondina e Imeja – 90 profissionais se desdobram para que a folia momesca seja de garantia desses direitos.

Dois panoramas se repetem de forma alarmante: presença e exposição de menores na primeira infância (0 a 5 anos) e trabalho infantil ou crianças acompanhando adultos nos locais de vendas por ambulantes ou comércios. Para a conselheira Ana Dalva Pereira “é grande a resistência de grande parte de comerciantes acompanhados com filhos ou menores de 18 anos em permitir que estes sejam acolhidos nos Centros de Convivência”.

Para o conselheiro Antônio Marcos Santos, “causa espanto que crianças com menos de um ano em colo de “responsáveis” estejam expostas a riscos tão graves, com adultos ingerindo bebidas alcoólicas, no meio da multidão, com som em altos decibéis para sua faixa em etária, rechaçando com agressividade a abordagem dos Conselheiros Tutelares que visa proteger o infante da exposição”.

Acolhimento – Os quatro Centros de Convivência, localizados nos bairros de Nazaré, Ondina, Barris e Rio Vermelho, dispõem de toda a infraestrutura e quadro técnico necessário e qualificado para receber os filhos dos ambulantes que trabalham neste Carnaval. Todos os profissionais contratados receberam treinamentos e estão aptos para agir em quaisquer situações.

As equipes trabalham 24 por dia para atender prontamente todas as necessidades dos menores que estão sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). Neste momento, há 329 crianças e adolescentes acolhidos, sendo 164 meninos e 165 meninas.

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