TCM pune prefeito por nepotismo e outro por gastos com cavalgada

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Jitaúna – O Tribunal de Contas dos Municípios julgou procedente a denúncia formulada pela vereadora do município de Rúbia Cristina Rocha contra o prefeito Patrick Gilberto Lopes Rodrigues, em razão da irrazoabilidade dos gastos com a cavalgada ocorrida no município no exercício de 2017. O relator, conselheiro Fernando Vita, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que se apure a prática de improbidade administrativa e aplicou multa no valor de R$15 mil.

A relatoria considerou que as despesas, no montante de R$42 mil, violaram os princípios da economicidade e razoabilidade, principalmente pela grave situação de seca enfrentada pelo município, que impôs a decretação de estado de emergência e que perdurou durante todo o ano de 2017.

A relatoria concluiu que as matérias publicadas em jornais, informativos e na página oficial da prefeitura não foram movidas somente com propósitos informativos ou educacionais, mas também para enaltecer a figura do gestor e sua cavalgada, o que caracteriza a autopromoção. O gestor não apresentou documentos que dirimissem as irregularidades.

Canarana – O Tribunal de Contas dos Municípios julgou parcialmente procedente a denúncia formulada pela vereadora do município Marleide Barbosa de Oliveira contra o prefeito Ezenivaldo Alves Dourado, pela prática de nepotismo. No exercício de 2017, o gestor nomeou três filhos e cinco sobrinhos para diversos cargos municipais. O relator, conselheiro Fernando Vita, aplicou multa no valor de R$8 mil e determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que se apure a prática de ato de improbidade administrativa e que seja feita denúncia à Justiça.

A relatoria considerou ilegal a nomeação de Sandra de Fátima Silva Dourado, filha do gestor, para cargo de secretaria de administração e planejamento, de Taiza Rejanita Souza Dourado da Silva, também filha do gestor, para cargo de supervisora escolar e de Acácio Macário dos Santos, filho adotivo, para cargo de diretor de divisão de contabilidade. O gestor não apresentou qualquer documento que comprovasse a capacidade técnica dos nomeados para as funções.

Também foram consideradas ilegais as nomeações de Joseli Azevedo Dourado, sobrinha do gestor para cargo de vice diretora de serviços de administração; Danila Rosa de Sá, também sobrinha, função de diretora de escola; Djanilson Lopes Dourado, sobrinho do gestor, para cargo de diretor da divisão de vigilância sanitária; James Alves de Oliveira Dourado, também sobrinho, para cargo de diretor da divisão de tesouraria; e Maicon Quenede Azevedo, sobrinho do gestor, para cargo de chefe da divisão de execução e fiscalização de obras.

Já a nomeação de Simone Lopes Cardoso, sobrinha do cunhado do prefeito, apesar de não caracterizar a prática de nepotismo, também foi considerada irregular, pois persiste a possibilidade de favorecimento face a figura política do prefeito, caracterizando ofensa aos princípios constitucionais da razoabilidade e moralidade.

Cabe recurso da decisão.

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