Ex-governador é condenado a quase 200 anos de prisão

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O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou ontem, 3, o ex-governador do Estado Sérgio Cabral a 14 anos e 5 meses de reclusão em regime fechado, por lavagem de dinheiro, favorecimento a ex-mulher Susana Neves Cabral e seu irmão, Maurício de Oliveira Cabral Santos, e recebimento de propina.

Com a condenação, as penas de Cabral chegam a 197 anos e 11 meses de reclusão.

Na decisão, o juiz Marcelo Bretas disse que Sérgio Cabral “desviou-se de suas atribuições públicas para se dedicar a práticas delituosas durante os anos em que esteve à frente do governo do Estado do Rio de Janeiro, beneficiando-se do dinheiro público desviado e branqueado por sua organização criminosa, altas somas de dinheiro, a fim de satisfazer sua ambição desmedida”.

Segundo Bretas, apesar Cabral ter possuído enorme responsabilidade social enquanto governador, optou por atentar contra a moralidade e o patrimônio público.

“[Cabral atuou] Empenhando sua honorabilidade, seduzindo e envolvendo empresários e pessoas de seu relacionamento pessoal, parentes e amigos. como no caso dos autos, em atos delituosos visando a promover lavagem de valores desviados dos cofres públicos”, disse.

Como ficam os outros condenados

Suzana Cabral e Maurício Cabral também foram condenados na ação. Segundo a acusação, os 2 receberam R$ 1,1 milhão em propina da FW Empreendimentos Imobiliários e Construções, pertencente ao empresário Flávio Matos Werneck, que também foi condenado, assim como seu contador, Alberto Silveira Conde.

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