Baiano faz história como maior medalhista em uma Olimpíada

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Simbolo Olímpico 02Ao cruzar a linha de chegada da final da canoa dupla 1000m, Isaquias Queiroz levantou-se da canoa já como o maior medalhista brasileiro em uma edição dos Jogos Olímpicos e apontou para o companheiro Erlon Silva, que caiu no choro. Apesar de todos os holofotes estarem voltados para Isaquias, o baiano de Ubaitaba, que ganhou hoje (20) a medalha de prata (a terceira na Rio 2016), mostrou que Erlon era bem mais que um mero coadjuvante de um dia histórico. Juntos, Isaquias e Erlon foram campeões mundiais em Milão, no ano passado, e não chegaram ao título olímpico por menos de um segundo. Fenômeno da canoagem nacional, Isaquias enxerga muito do parceiro de seis anos os feitos.

“Ele merecia essa medalha, porque vi o quanto ele se dedicou e se esforçou ao longo da carreira. Ele me ajudou muito nas minhas duas primeiras medalhas”, reconhece Isaquias. “O sentimento é de dever cumprido. A gente sabe o que passou e o que ainda passa dentro de um centro de treinamento. Não é fácil ganhar uma medalha dessas. Você dorme e acorda pensando em treino. Os últimos quatro anos foram voltados para essa medalha”, lembra Erlon, que se junta a Isaquias no rol de medalhistas brasileiros da canoagem.

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