Candeias: Ambulâncias que transportam pacientes com covid-19 não são higienizadas

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Hospital José Mário dos Santos (Ouro Negro) / Candeias/BA (Arquivo)

A cidade que tem um índice de mais de 6,6% da população infectada pelo novo coronavírus com quase 5 mil pessoas que tiveram a doença desde o começo da pandemia e 80 mortes registradas pela Secretaria Estadual de Saúde ainda mantém o descaso nos cuidados das vítimas dessa e de outras enfermidades.

A denúncia é de familiares de vítimas e de pessoas que vivem o dia a dia do vai e vem das ambulâncias transportando pacientes especialmente para Salvador ou mesmo para as residências por causa das condições de saúde de cada um que se recupera da covid-19 depois de internada no Hospital José Mário dos Santos (Ouro Negro), em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.

A redação tentou contato com a diretora-administrativa do hospital, Laura Moura, responsável pelo trabalho de limpeza e serviços gerais da unidade, por 3 vezes no dia de ontem, 10/3, pelo telefone (71) 3601-1814, e não foi atendida. Por 2 oportunidades a ligação não foi atendida. Na outra, acusou que a linha estava ocupada.

Histórico

Durante a pandemia, 5 dos 6 médicos ultrassonografistas, que trabalhavam no Ouro Negro, foram demitidas por ordem da então secretária de Saúde, Soraia Cabral, assim como desativaram o aparelho de ultrassom.

Ainda no começo da doença que assola o mundo, a Policlínica foi fechada e reaberta depois de denúncia feita na Câmara Municipal pelo então vereador Arnaldo Araújo (MDB).

No mês de junho, a comerciária Manoela Xavier morreu na unidade hospitalar depois de ir 4 vezes ao hospital e ao Centro Luiz Viana apresentando os mesmos sintomas (dor abdominal). Os médicos que atenderam pediram o exame de ultrassom, mas o aparelho estava desativado.  O caso é investigado a pedido da família pela 20ª DT (Delegacia Territorial). Uma outra cidadã foi retirada do mesmo hospital pelo irmão ao perceber, depois de 4 idas às unidades de saúde, já que a mesma pelo quadro corria sério risco. Ela foi operada no dia seguinte no Hospital Eládio Lasserre, em Salvador, também de apendicite.

Ainda o registro do caso do natimorto que teve o corpo preparado fora das instalações do hospital nas proximidades de um contêiner de lixo. O fato teve repercussão nacional.

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