Candeias: Base “favorável reage” e sessão é realizada na Câmara

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Foto Tudo News

Depois de quase dois meses com apenas uma sessão efetivamente realizada na Câmara Municipal, vereadores da base comparecem e demonstram insatisfação com a inércia do Executivo

O dia de terça-feira, 28/04, foi inusitado na Câmara Municipal de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, com a presença de edis da base de apoio ao gestor que demonstra inércia, marasmo e indiferença com a situação de calamidade pública por ele mesmo decretado já por três vezes em 45 dias, algo histórico e inédito. Todos que estiveram na Câmara foram obrigados a usar, como por medida preventiva, máscara de proteção por determinação da Presidência.

Estiveram no Plenário, além de todos da oposição: Arnaldo Araújo, Edmilson Amaral, Fernando Calmon, Lucimeire Magalhães, e Jorge Moura, os vereadores Adailton Sales, Diego Maia, Gérson Conceição, Ivan Brito, Nairvaldo Santana, Maria Rita, Reigilson Soares, Ronaldo das Neves, Rosana Souza e Sílvio Correa, pela base favorável. Uns chegaram cedo, outros no meio ou no fim da sessão. Não participaram Alcione Borges e Valdir Cruz. Para haver sessão é necessário a presença de ao menos 9 vereadores. A oposição tem apenas 5. Com 6 se faz sessão, mas sem poder de deliberação. Falta identificar quem dava orientação para não comparecimento às sessões: da prefeitura ou da liderança na Câmara. O líder garante que não pediu nem orientou nenhuma vereador.

O primeiro a falar na Tribuna foi o vereador Gérson Conceição (PP) que, de forma eloquente, pediu apoio da Câmara para apresentar um pedido de uma reunião de todos os edis – situação e oposição – com o prefeito e secretários afins para participar das ações e os vereadores saberem das medias efetivas adotadas na prevenção ao covid-19. Todos os edis apoiaram a ideia. A vereadora Lucimeire Magalhães (PSL) disse que o Legislativo se colocou à disposição desde os primeiros dias, mas sem resposta.

O líder da oposição, Arnaldo Araújo (MDB), mais uma vez, lamentou a omissão da gestão municipal no atendimento a pessoas de baixa renda e ainda mais fragilizadas hoje pelo novo coronavírus e mais recentemente pela chuva. Cobrou ajuda financeira e alimentar aos 27 mil candeenses de baixa renda. “Não tem como entender, ou até dá, tamanho descaso com tantos trabalhadores ambulantes, autônomos, feirantes, baianas de acarajé, mototaxistas, taxistas, etc.” que não tiveram nenhuma ajuda nenhuma ajuda do poder Executivo de Candeias que tem R$ 285 mi em caixa”.

Até mesmo falta respeito à Comissão de Educação e Saúde desta casa que sequer recebe informações sobre a situação do covid-19, afirmou Arnaldo. Nesse momento foi informado pela Mesa Diretora que a Secretaria de Saúde acabar de enviar um relatório sobre o que tinha realizado e as novas ações. O documento chega depois de 45 de pedido de Estado de Calamidade Pública.

O vereador Fernando Calmou pediu um aparte e solicitou a distribuição do relatório a todos os gabinetes. Lembrou que não confia na gestão desde o início e que somente com documentos, que mais tarde servem como provas, seria capaz de constatar o que foi prometido e feito.

Finalmente, o líder do governo – que tem a difícil missão de explicar e defender a Gestão Placebo –, Reigilson Soares (PP), se comprometeu a encaminhar à Prefeitura esse pedido de reunião, informações e claramente demonstrou com cautela não estar satisfeito com o momento e que, mais uma vez, ratificava apoio aos colegas vereadores em muitas questões independente de ser situação ou oposição. “Tenho certeza de que todos aqui querem o bem-estar do povo de Candeias”.

NR.: Embora não falem publicamente, é evidente o constrangimento de vereadores da base favorável ao prefeito pela omissão neste período de covid-19 e calamidade pública. Aliás, a “inércia da gestão” é algo extraordinário para uma cidade que tem a 7ª arrecadação da Bahia (R$ 440 mi por ano e tem R$ R$ 285 nos bancos) e sequer ofereceu uma cesta básica à população de baixa renda e é dirigida por um médico e uma assistente social ser secretária de saúde e de assistência social. Será que falta acesso ao CadÚnico???

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