Candeias: Delegado ouve familiares da comerciária que morreu no Ouro Negro

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Manuela Xavier Souza foi 4 vezes ao Hospital José Mário dos Santos e ao Centro Luiz Viana sem ter um diagnóstico adequado para as dores abdominais que sofria

A mãe M. R. de F. X. e a irmã, M. X. Souza, ambas moradoras no Bairro da Urbis I, em Candeias, na Região Metropolitana 46 km de Salvador, foram ouvidas esta semana pelo delegado Vitor Eça Andrade, titular da 20ª DT (Delegacia Territorial) sobre as circunstâncias do falecimento da comerciária, de 31 anos, que morreu na madrugada de 13 de junho, sábado, no Hospital José Mário dos Santos (Ouro Negro) depois de apresentar dores abdominais e ter ido às unidades de saúde da cidade por 4 vezes.

Segundo as familiares, elas foram perguntadas sobre o histórico de idas de Manuela ao Centro Luiz Viana, na Pitanga, e ao Hospital Ouro Negro, sempre informando que sentia as dores.

Nas três primeiras vezes, a comerciária voltava para casa com a informação de que que se tratava de “gazes” sem fazer nenhum exame. Manuela foi ao centro médico no domingo, 7/06, na segunda, 8, e no hospital, na quarta-feira, 10, e finalmente voltou ao hospital na sexta-feira, 11, quando finalmente o médico de plantão considerou o caso grave, pediu uma tomografia (a saúde pública de Candeias não tem o aparelho) e, então, na sequência percebeu-se a necessidade urgente de cirurgia.

A comerciária, funcionária do Supermercado Ponto Econômico, mãe de uma filha, não resistiu e morreu na mesa de operação da unidade.

Segundo ainda mãe e irmã, o delegado deve ouvir tanto representantes do centro médico como do hospital para obter mais informações e esclarecimentos e decidir sobre os passos seguintes a fim de aprofundar as investigações.

O hospital, que atende tanto ambulatório como de urgência e emergência, não teria o aparelho do ultrassom funcionando desde os primeiros dias de maio quando 5 médicos que realizam o exame foram demitidos pela Secretaria de Saúde do Município.

A família espera esclarecimentos sobre a “causa mortis” e que, apesar das dores que não vão passar, espera Justiça e que, se houver culpados, que sejam responsabilizados, afinal uma vida foi perdida.

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