Candeias: Deputado exige e secretária entrega o cargo

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Prefeitura de Candeias / BA

Há dias o Tudo News (link abaixo) informou que Lucrécia Santana estava insatisfeita com a desatenção do prefeito com ela e a pasta

Ao tomar conhecimento do desdém e desrespeito do prefeito com a secretária de Cultura de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, o deputado federal Sargento Isidório, mais votado na Bahia em 2018 com 300 mil votos, além do filho João Isidório, marido da mesma, deputado estadual, o líder do Avante e da Fundação Dr. Jesus pediu a nora Lucrécia Santana que entregasse o cargo imediatamente.

Segundo informações que chegaram à redação, a titular da Cultura – que nada pode fazer nesses 4 meses e dias –, porque o prefeito sequer a recebeu para debater assuntos inerentes à pasta, assim como faz com outros secretários que tentam produzir para os quase 90 mil candeenses.

Mas, agora, o gestor (?) foi informado pela secretária que vai deixar o cargo esperando apenas a exoneração.

De acordo com as mesmas fontes, o Sargento Isidório não queria a aliança com prefeito pois nunca acredita na capacidade nem mesmo no trato que dá às coisas da cidade, assim como assessores diretos que não “dizem apenas amém” ou tentam trabalhar. O Avante tem 3 vereadores: Robinho, Ivan do Prateado e Kal de Bené.

Na reportagem anterior, denunciamos que Lucrécia, num momento de extrema irritação com o descaso, pois sequer tem um local adequado para trabalhar assim como não pode nomear diretores e assessores, bradou nos corredores da Biblioteca Municipal demonstrando toda a irritação com o desrespeito.

A gota d’água foi o programa criado pela Secretaria – que ainda está na gaveta porque investir não faz parte dos planos da gestão – que o prefeito em entrevista sofismou assumindo a autoria sem ao menos citar os idealizadores. O programa beneficiaria os artistas de Candeias. Porém, deve ter o mesmo destino da verba da Lei Aldir Blanc (R$ 700 mil) que o prefeito deixou devolver prejudicando a classe que poderia receber de R$ 3 mil a R$ 10 mil cada um. O governo federal enviou o recurso, mas o gestor estava de licença em Entre Rios e pouco se preocupou, se é que ao menos pensou.

Para o gestor, os importantes são “água e óleo” e quem o chamava de “passador de receita”, que ele abraça apesar de levá-lo a responder a dois processos na Justiça por improbidade administrativa: uso da máquina pública e as cores dos prédios públicos na campanha, vetados por Lei. Por isso, a Prefeitura paga a vários escritórios de advocacia (quase R$ 4 milhões por ano) para evitar a cassação do mandato.

Link da reportagem de 23/3: https://tudonews.com.br/candeias-cultura-em-caos-leva-secretaria-pensar-em-sair/

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