Candeias: Desentendimento sobre verba impede sessão; comissionado não recebe

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Vereadores discutiram momentos antes do início dos trabalhos e não houve ambiente para a reunião, hoje, por causa da pandemia, uma vez por semana ao invés de terça e quinta-feira

Em um dos começos de menor produtividade na história recente da Câmara Municipal de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, vereadores se abstiveram de realizar o trabalho para os quais foram eleitos em discussões que atendem apenas interesses deles, e não da população, que sofre com o desemprego, falta de apoio da administração municipal na pandemia, de postos de saúde sucateados, escolas sem reformas e a cidade ser uma das piores na Bahia na aplicação da vacina contra a covid-19.

Hoje, único dia de possível trabalho, uma áspera discussão entre o presidente Sílvio Côrrea (PV) e Ivan do Prateado (Avante) causou tensão nos bastidores da Casa Legislativa e deixou os demais edis que assistiram assustados e pouco intervieram para acalmar os ânimos.

Por causa dessa situação, e não somente o motivo alegado no card da casa para explicar o ‘inexplicável’ – mais uma vez, assim como na legislatura passada, supostos problemas no som impediram o funcionamento.

Imaginem se toda empresa deixar de produzir por causa da chuva? Somente vereadores e executivo podem agir assim.

Pagamento comissionados

Outra situação que não dá para entender é que os assessores (quase todos nomeados em gabinetes da Presidência e dos vereadores – em torno de 225) ficaram sem receber o salário, o que causou indignação durante todo o dia, pois não há perspectiva do recebimento do sagrado salário.

Contudo, vereadores – que ganham R$ 10,2 mil por mês e os efetivos – viram os subsídios (como os edis preferem chamar) entrar na conta, o que ocorre nesta data para todos há muitos anos.

O alegado problema no som pode ser resolvido com um investimento de alguns milhares de reais para quem coloca na conta em torno de R$ 1,6 milhão por mês de duodécimo, dinheiro do cidadão e da cidadã candeense.

Além do salário, o vereador tem direito a nomear 13 assessores num total de R$ 30 mil por mês, ou R$ 360 mil por ano.

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