Candeias: Moradores de Passé pedem socorro por causa do novo isolamento

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Foto: Assessoria vereador

Desespero é a palavra que se pode usar neste momento para os aproximadamente 4 mil moradores do Distrito de Passé, isolados em razão da interdição da única pista que dá acesso à comunidade. As redes sociais reverberam os anseios da população 

Desde a destruição da única via que liga o Distrito de Passé a 7 km da sede de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, no último dia 11 último, que aproximadamente 4 mil moradores (crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos – muitos com necessidades especiais) enfrentam enorme dificuldade para chegarem à sede da cidade a fim de resolver problemas, como por exemplo, em bancos, farmácias ou órgãos da Prefeitura. Até mesmo a coleta de lixo está prejudicada e começa a ter acúmulo nas casas e ruas.

“O povo de Passé está ilhado. Falta água, transporte, remédio, ambulância, alimentação, segurança, corre o risco de faltar energia e, acima de tudo, dignidade. E o prefeito só nas lives, além de possivelmente contaminar pessoas quando se omitiu de falar a verdade”! Faltam vontade e atitude”, é categórico o vereador. Não se pode negligenciar diante de tamanha gravidade em época de pandemia.

“Neste momento de duplo isolamento – pela pandemia da covid-19 e agora pela interdição da estrada por causa da chuva – é que a administração municipal precisa estar presente, atuante e levando ajuda e apoio às pessoas”, afirma o vereador Arnaldo Araújo (MDB), líder da oposição na Câmara Municipal, que esteve no local.

Além dos problemas em consequência da pandemia, que reduziu a circulação de pessoas e veículos, os mercadinhos, padarias, quitandas e o comércio local começam a ser gravemente afetados e corre o risco de desabastecimento geral para a população. A situação se agrava para aqueles que precisam de remédio de uso contínuo.

“Nesta hora é que se percebe a mão da gestão do município – afirma Arnaldo -que não pode se resumir a recuperar a estrada (que deve demorar até 45 dias). Cabe a administração municipal criar opções como, por exemplo, viabilizar a estrada do Ponto de Quinta utilizando tratores e dando condições de trafegabilidade.

Ainda pode usar a via náutica como é feito para Ilha de Maria Guarda, que recebe mantimentos e demais produtos pelo mar.

“Falta sensibilidade a atual gestão da Prefeitura, que pouco se preocupa com o bem-estar das pessoas, como estamos vendo com relação ao atendimento nesta crise da covid-19”, vaticina o vereador.

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