Candeias: “Obras Placebo” da atual gestão levam pânico à Bica

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Fotos: Assessoria vereador Arnaldo Araújo (MDB)

Indignação marca parte dos moradores da área da Bica, no Malembá, onde a Prefeitura fez o calçamento de parte de algumas ruas, mas bastou chover para a alegria se tornar preocupação e medo

“Inacreditável ver o desperdício do dinheiro do cidadão e da cidadã candeenses com obras que trazem alguma satisfação, mas com a chuva, vem perdas e preocupação de moradores e proprietários” como mostram as fotos nesta reportagem, afirma o vereador Arnaldo Araújo (MDB), líder da oposição na Câmara Municipal em Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador.

Em visita à localidade, o vereador atendeu pedido de pessoas que já perderam casas e outras que sentem o perigo de ver as propriedades prestes a serem interditadas ou caíram porque a obra deixa de executar princípios básicos como drenagem e valas para escoamento adequados da água da chuva. “Meu papel como vereador é fiscalizar e denunciar quando houver indício de erros contra o candeense”, garante Arnaldo.

A cada 50m a 100m tem enormes crateras abertas porque não tem drenagem apropriada e o meio-fio cede rapidamente pela má qualidade do material usado ou sem as condições técnicas exigidas para obras desse porte.

Segundo o vereador Arnaldo Araújo, a “irresponsabilidade é da Prefeitura, da empresa a JNS e da Embasa”, que colocam em risco a vida de dezenas, talvez centenas de pessoas, além do desperdício do dinheiro de quem já tem dificuldades para ganhar o pão do dia. Os moradores já estão pagando os absurdos 80% de taxa de esgoto da Embasa, que não funciona. Pelo contrário, danificam ruas e casas.

No começo da Rua das Angélicas, uma ladeira que tem em torno de 60 metros de extensão, a própria comunidade construiu um “quebra mar ou pequeno mata burro”, para diminuir a força d’agua que desce com toda força do alto do Malembá com poucos minutos de chuva. Nos últimos 5m, a chuva abriu buracos e levou a interdição pela Defesa Civil Municipal da última casa do lado esquerdo, que praticamente desabou (foto). Do outro lado, também a última casa corre sério perigo de ser interditada ou mesmo desabar.

“Serei obrigado a acionar os órgãos competentes para responsabilizar a Prefeitura ou mesmo a empresa”, pelo caos aqui implantado, como também indenizar as pessoas que sofrem com tanto descaso com a coisa pública, afirma o vereador.

“Isso não pode ficar assim. A esperança que tiveram essas pessoas com a obra, que sequer terminou, está se transformando em sério risco de perdas materiais e até vidas humanas”.

Essa não é a única situação nas obras malfeitas com dinheiro do povo, que precisam ser refeitas em menos de 6 meses. Já ocorreram casos semelhantes no Rio do Cunha e Mucunga, em Passé, em Passagem dos Teixeira e também Menino Jesus, afirma o vereador. “É muita irresponsabilidade com o patrimônio do candeense”.

Galeria de fotos:

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