Candeias: Oposição repudia omissão do prefeito com carreata em meio à pandemia

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Foto: Assessoria vereador Arnaldo Araújo (MDB)

Uma Moção de Repúdio foi apresentada na terça-feira, 14/07, na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, contra a permissividade e omissão do prefeito na sexta-feira, 10, depois que a Justiça o manteve no cargo com concessão de uma liminar.

Na quinta-feira, 9, por 9 a 8, a Câmara decidiu pela abertura de investigação e afastamento do gestor por 90 dias depois de um cidadão apresentar uma série de denúncias como contratação do aluguel de veículos em “cifras milionárias” em plena pandemia da covid-19, no valor de R$ 7.052.150,00 (sete milhões cinquenta e dois mil e cento cinquenta reais), a contratação de carros de som, no valor de R$ 249.000,00 (duzentos e quarenta e nove mil reais) e a compra de 8 (oito) respiradores no valor total de R$ 1.400.000,00 (um milhão e quatrocentos mil reais), ficando cada unidade no valor de R$ 175.000,00 (cento e setenta e cinco mil reais), sendo que outros municípios, verificou-se que ventiladores similares foram adquiridos pelo Município de Salvador pelo valor R$ 32.000,00 (trinta e dois mil reais) por unidade.

A moção (cópia abaixo), assinada pelos 9 vereadores de oposição (Arnaldo, Fernando, Gérson, Edmilson, Jorge, Lucimeire, Ronaldo das Neves e Rosana, Valdir) destaca que o ‘autarca’ foi desrespeitoso, irresponsável e permissivo com a carreata, um ato nitidamente político, quando a cidade e o mundo, vivem a pandemia da covid-19 que, em Candeias, causou até agora a morte de 27 pessoas e infectou 1.049.

A Câmara, em nota, repudia a forma como o prefeito se esquivou de atos do Poder Legislativo, assim como ter utilizado da força policial para impedir que a vice-prefeita, empossada interinamente no cargo de prefeita, tivesse acesso às dependências da sede da Prefeitura, demonstrando desprezo e desrespeito a ação do Poder Legislativo que representa o povo da cidade.

O impedimento de acesso da prefeita interina, também vai ser objeto de nova apuração pela Câmara por tratar-se de infrações político-administrativas expressamente previstas no Decreto Lei n.º 201/76.

O Poder Legislativo afirma que vai cumprir o dever constitucional de fiscalizar e apurar os atos lesivos ao patrimônio público do Poder Executivo. Portanto, os graves fatos denunciados continuarão a ser apurados e caso comprovados os responsáveis serão punidos conforme determina a Constituição, a Lei Orgânica do Município, Regimento Interno e Decreto Lei n.º 201/76.

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