Candeias: Prefeito ignora servidores e Câmara; vereadores trancam pauta

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Foto: Assessoria vereador Arnaldo Araújo (MDB)

A administração disse que enviaria em 48h o projeto de estruturação do plano de cargos e salários na votação do empréstimo de R$ 45,5 mi, mas se passaram 9 meses e nada chegou ao Legislativo

Depois de várias tentativas de realizar sessão, a Câmara Municipal de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, trabalhou e realizou uma sessão de menos de 1h.

Há dias, o trabalho legislativo não se realizava amplamente pelo desentendimento entre a situação (que na maioria das vezes esvaziava o plenário) e a oposição, que, por muito menos vezes, usou o expediente ou manobra legislativa.

Ontem, 22/09, porém, o ambiente era de que haveria trabalho com a maioria da oposição no plenário (Arnaldo Araújo, Fernando Calmon, Lucimeire Magalhães, Edmilson Amaral, Irmão Gérson – que voltou depois de se recuperar e denunciou o descaso com vítimas da covid-19, e Rosana Souza), enquanto a maioria dos vereadores do amém (base do prefeito, inclusive o líder) alternava estar e não estar no plenário (são necessários 9 vereadores para a sessão poder deliberar).

Depois de lida e aprovada a ata da mini sessão de 17/09 e ordem do dia, que trouxe um documento do Sisemc (Sindicato dos Servidores Municipais de Candeias), o vereador Fernando Calmon apresentou uma questão de ordem, que precisa ser votada para os trabalhos continuarem, para que somente depois que o prefeito – que desrespeita a tudo e todos, inclusive atos que baixa (a mais nova é a denúncia do MP sobre descumprimento do toque de recolher estadual e municipal ao permitir uma carreata no dia 10/07) – envie o projeto de reestruturação do PCSS (Plano de Cargos e Salários dos Servidores) como foi prometido quando da votação do empréstimo de R$ 45,5 milhões para a construção de um escola, um hospital e a estrada que ligaria o Ouro Negro à Nova Candeias – que ainda sequer teve licitações lançadas, nem se tem expectativa de que faça.

O presidente do Sindicato, Juscelino Santos, cobrou duramente da Câmara e, principalmente, do líder do governo, vereador Reigilson Soares, que peça ao gestor que cumpra a palavra. Em voz alta sendo advertido pela presidente Lucimeire Magalhães para se conter, Juscelino lamentou a posição da administração que aumentou impostos e arrochou salários e não cumpre o que promete desde a campanha de 2016.

Pela decisão, aprovada pelos vereadores de oposição (Arnaldo Araújo, Fernando Calmon, Lucimeire Magalhães, Edmilson Amaral, Irmão Gérson, Jorge Moura e Rosana Souza) mais Diego Maia, Nairvaldo Rebouças e Reigilson Soares (que permaneceram no plenário), somente depois de receber o projeto do plano é que a Câmara pode votar quaisquer projetos ou outros atos do Executivo, inclusive a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e o Orçamento para 2021.

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