Candeias: Prefeito sofre derrota e Comissão vai fiscalizar ações contra a covid-19

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Foto Tudo News

A Comissão Especial de Combate à Pandemia da Câmara foi criada na Casa Legislativa, mas sofreu pressão e resistência do Palácio Ouro Negro para aprovação da ata que a validaria 

A Sessão Ordinária de ontem, 19/05, era uma das mais aguardadas neste ano porque era o dia de aprovar ou rejeitar a Ata da Sessão que aprovou a Comissão Especial de Acompanhamento e Fiscalização dos Atos de Combate ao novo coranvírus da Prefeitura. A doença já causou a morte de um paciente e contaminou mais de 100 cidadãos e cidadãs candeenses.

Nos bastidores, e na Sala VIP, onde somente poderiam entrar os edis, o embate era quem sairia melhor na votação da ata: oposição ou situação. E deu a oposição com folga. Por 9 votos a 5 – três ausentes: Alcione Borges, Ivan Brito e Waldir Cruz, todos da base do prefeito, a Comissão Especial de Vereadores vai poder acompanhar todas as ações da Prefeitura e das Secretarias de Saúde e Assistência Social no combate à covid-19, e vai ter muita dificuldade e muito trabalho porque a gestão é monocrática e autocrata, ou seja, não ouve orientações nem conselhos. Por isso, por coincidência ontem, 19, Candeias chegava ao 2º lugar na relação de pessoas infectadas com o novo coronavírus e a população. Está atrás apenas de Ipiaú, no Sul do Estado. Votaram a favor todos da oposição e ainda Diego Maia, Gérson Conceição, Rosana Souza e Sílvio Correa.

Foram contra a Comissão, Adailton Sales, Nairvaldo Santana, Reigilson Soares, Maria Rita e Ronaldo das Neves (todos da base). O líder do governo garante que não interferiu nem pediu que ninguém da base votasse contra a comissão. “Cada um vota com a liberdade e a consciência própria”, garantiu Reigilson Soares. Mas, alguns mudaram o voto: foram a favor da criação e votaram contra a Ata. Quem os orientou para mudar? Agora aguarda-se se haverá reações (retaliações) da gestão.

Para a oposição (Arnaldo Araújo, Edmilson Amaral, Fernando Calmon, Lucimeire Magalhães e Jorge Moura) é preciso acompanhar as ações e os gastos municipais.

Segundo o vereador Arnaldo Araújo, é imprescindível saber como estão sendo gastos os mais de R$ 8,3 milhões que o Governo Federal enviou para Candeias, as compras de respiradores a preços muito mais altos que o mercado (R$ 175 mil num total de R$ 1,4 mi), e um ônibus para a Saúde de R$ 1,2 milhão. Além disso, os preparativos, embora atrasados, para uma situação mais grave, o que não queremos nem desejamos.

Ainda é necessário, garante Arnaldo, acompanhar as contratações emergenciais, o atraso nas medidas de combate a crise, o assombroso crescimento de 1.440% nos casos em 20 dias, a humilhação a que está sendo submetida a população de baixa renda com “hoje tem cesta, e a cesta não chega”, “tem cartão estudantil, mas nem para todos, e muitos sem crédito” e as graves e sérias denúncias de descaso com os EPI’s para os “combatentes diretos do vírus – os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, assistentes sociais e trabalhadores do Social”. “Tudo aqui que ajudaria a todos começou atrasado, e o povo está pagando caro”, vaticina Arnaldo.

A Câmara não podia ficar ausente sem um posicionamento direto para mostrar o interesse em colaborar com a cidade, com as pessoas que mais precisam – os de baixa renda -, neste momento tão crítico para todos, disse Arnaldo. Com R$ 300 milhões em caixa as pessoas de baixa renda não poderiam estar em situação tão crítica ao ponto de passar mais dificuldades e fome, enquanto a “indigestão placebo” é omissa e vive em Lives e emitindo decretos inócuos.

Hoje, o candeense entende a expressão “Mãos Limpas”, slogan da campanha do atual gestor.

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