Candeias: Prefeitura entrega cestas básicas com “produtos” vencidos

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Foto enviada por App

O marasmo apresentado pela “Indigestão Placebo” causa mais uma situação constrangedora para a cidade que arrecada R$ 1,23 milhão por dia e demora 1 mês para cumprir um papel minimamente humano de alimentar pessoas de baixa renda na crise covid-19 sem precedentes

Áudios e fotos que circulam nas redes sociais de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, demonstram, se verdadeiros os fatos, o descaso e despreparo da atual administração com coisa pública e com a população de baixa renda, que sofre ainda mais com a crise da pandemia.

Os produtos de uma cesta básica, boa parte de segunda categoria, que deve ter custado em torno de R$ 60 (sessenta reais), estariam com prazo de validade vencido há quase um mês (16/03/2020) e com data de fabricação em março de 2019.

Os produtos ficam armazenados no Semae (Serviço Municipal de Merenda Escolar), que é responsável pela distribuição em creches e escolas. Mães que fizeram contato com o Tudo News estão “desesperadas”, mas afirmam que, nos últimos meses, não é a primeira vez que isso ocorre.

É verdade que todos os produtos perecíveis colocados no mercado têm uma margem de segurança além da data do vencimento. Mas também é fato que ninguém entra num mercado para comprar e leva produto com data ultrapassada.

A denúncia de inércia, inapetência e incapacidade da “administração” é feita constantemente pelos meios de comunicação independente de Candeias, tais como obras civis que derretem com orvalho, sucateamento de creches e escolas e também de postos médicos, além de massacre aos servidores com arrocho salarial e sufocamento do empresariado com aumentos exorbitantes de impostos e taxas ao ponto de muitos deixarem a cidade.

A Prefeitura tem em caixa mãos de R$ 160 milhões de livre utilização e mais R$ 125 milhões do Fundeb. Essa verba de R$ 285 mil está aplicada em bancos para rendimento que ajudam banqueiros, enquanto o povo candeense de baixa renda padece com o descaso da gestão.

O grave de tudo isso, além de colocar em risco a saúde e a vida de pessoas fragilizadas pela condição econômica, é que o “gestor” é médico e tem obrigação duas vezes maior do que um cidadão de outra atividade, assim como a secretária de Saúde e Assistência Social é assistente social de formação.

A situação se torna mais séria ainda porque a promessa foi feita há um mês e somente agora, com produtos com prazo vencido, está sendo efetivada diferente de cidades vizinhas que adotaram medidas de controle e combate à covid-19 primeiro do que Candeias, apesar de a pandemia ter chegado depois.

Ou seja, se alguém não saiba o que significava a expressão “Mãos Limpas”, ela agora tem sentido: o povo está a ver navios.

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