Candeias: Semana de prefeito x Justiça e x MPE

44
Foto Ilustrativa

Além de ter que apresentar defesa na AIME, que corre em segredo de Justiça, o gestor (Mãos Limpas) aguarda o depoimento de uma das suspeitas de serem fantasmas no gabinete do então vereador e o MPE também quer ouvi-lo 

Uma investigação que corre no MP (Ministério Público), de Candeias, na Região Metropolitana a 46 km de Salvador, desde 2017, apura as denúncias de que haviam fantasmas no gabinete do hoje prefeito, então vereador entre 2013 a 2016, e esta semana uma das suspeitas, uma empresária de salão de beleza em Madre de Deus, deve depor. Também investiga a nomeação de um dos familiares do gestor que nunca apareceu para trabalhar.

O Ministério Público de Candeias também tenta ouvir o gestor desde o fim do ano passado para o concluir a apuração decidindo pelo arquivamento ou encaminhamento à Justiça por ato de improbidade administrativa que impede o exercício de cargo público e perda de direito políticos que varia de 3 a 8 anos. Pelo menos duas pessoas já depuseram no caso.

Na Justiça, o prefeito precisa apresentar esta semana a defesa contra a AIME (Ação de Investigação de Mandato Eleitoral), que corre em segredo de Justiça e que pode cassar os direitos políticos e, como consequência, a perda do mandato.

Respiradores e máscaras superfaturados

Outra ação, essa na 1ª Vara Federal Cível, de improbidade administrativa, e que determinou o bloqueio de quase R$ 1 milhão por suposto superfaturamento na compra de respiradores e máscaras durante a pandemia feita à Manupa (Manipulação Ultra Planejada), inexplicavelmente hiberna nos gabinetes da Justiça. Inclusive, o que diz a “Justiça baiana sobre esse processo parado” quando outros semelhantes já tiveram desfechos Brasil afora”?

Em nota técnica, a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que a atividade principal da Manupa é o “comércio por atacado de automóveis, camionetas e utilitários novos e usados” e outras atividades secundárias que não se relacionam à venda de equipamentos médico-hospitalares ou máscaras descartáveis. A CGU verificou, ainda, que o valor total pago pelos respiradores (R$1,4milhão) e pelas máscaras (R$83mil) estavam, respectivamente, R$775.040,00 e R$ 26.400,00 acima do preço de mercado, o que indicava sobrepreço de mais de 100%.

Nessa ação, também são investigados Soraia Matos Cabral, o então superintendente de gestão, Marcelo de Jesus Cerqueira (hoje secretário de Saúde), além da empresa Manupa Comércio e os representantes, Manuella Jacob e Luís Eduardo Pacheco Alves.

Em outra ação (das máscaras), além do prefeito, são réus Soraia Matos Cabral, Kenan Medicamentos Ltda – ME, e João Kennedy Kenan.

A última movimentação no processo (1034125-05.2020.4.01.3300) ocorreu em 26/11/2020 13:38:16 – Juntada de manifestação, portanto há quase 4 meses, período em que a pandemia se agravou em Candeias, na Bahia e no Brasil.

COMPARTILHAR