Cartão Digio, o melhor é não ter

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O cliente que receber essa proposta deve avaliar muito e saber que vai ter duas alegrias: ao receber e ao se desfazer, depois de muita dor de cabeça

O cidadão aceitou a proposta do Cartão Digio, administrado pelo Banco CBSS, uma instituição financeira pertencente ao Elopar, holding do BB e Bradesco, que também não tem mensalidade, mas cobra os mesmos altos juros de todos os outros.

Quando o cliente utiliza o cartão e a fatura é paga normalmente, nada de anormal acontece até que você tenha qualquer pequeno problema.

A partir daí, como por exemplo, contestar uma compra ou não a reconhecer, o cidadão tem que ir para o app, que mais parece um labirinto, não faz contato com atendente humano, tem que preencher o formulário, mas precisa pagar a fatura sob pena de incorrer juros.

Desde outubro, o cartão do cliente, que estava com a situação das faturas em dia, apresentou problema. A partir daquele mês do ano passado não pode comprar, mas quitou os debito.

Em dezembro apareceu uma compra de uma de R$ 68,00 da empresa papple.net. O cidadão não reconhece e o débito foi estornado. A segunda via do cartão foi enviada, mas extraviada.

Em janeiro, novamente, a mesma empresa envia cobrança, o cartão aceita e o cliente tenta explicar que não reconhece a compra. Aí tem que ir para o app, falar com um atendente eletrônico e perder tempo até a máquina, que não é ser humano, demora de entender, e não enviar o formulário nem concluir o serviço.

Agora, o débito já está em R$ 80,00, o cartão ainda não foi enviado e o cliente corre o risco de ir para o SPC ou Serasa porque se recusa a pagar, mas recebe em média 5 telefonemas por dia – aí sim de um atendente humano – lembrando sobre a dívida.

O cliente decidiu: “deixa cancelar o cartão, que vai renegociar a dívida e se livrar desse famigerado cartão Digio, um horror”.

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