Desespero tendencioso invade comentários da Globo

1207

Todos – apresentadores, comentaristas e repórteres – seguem a orientação de bater indistintamente em Bolsonaro, mas esquecem que fizeram o mesmo com  PT, ou seja, desagradou a um e agora tenta atingir o outro e irrita os admiradores e fãs

Os comentários emitidos nos programas noticiosos da Rede Globo, aí incluindo rádios, jornais e TVs próprias e afiliadas, é uma tentativa de recuperar a desenfreada queda de audiência em razão da evidente falta de credibilidade com a população, principalmente as lideranças, que assola como uma epidemia a ex-vênus platinada, que se considerava inatingível, intocável.

Até mesmo se chover e derrubar uma velha de 30 anos numa casa em qualquer lugar longínquo do país é vinculado a falta de ação de Jair Bolsonaro, que assumiu há menos de 9 meses e nem está aí para o que pensa, ou pensava antes da eleição, as emissoras dos Marinho que, segundo se sabe, perdeu milhões em publicidade e não se conforma, afinal tinha que estar nas tetas do governo. Mas ainda assim não paga o que deve ao povo brasileiro em impostos – perto de R$ 1 bilhão. Qualquer dor na barriga de um brasileiro para a Rede Globo é culpa da família Bolsonaro.

A ação da Polícia Federal por ordem e um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) no gabinete do senador Fernando Bezerra, do MDB, líder do governo, por ato que teria sido cometido quando ministro no governo Dilma Rousseff e a ação corria em segredo de justiça, segundo a mente poluída de um pseudojornalismo independente de interesse próprio, quer transmitir que isso afeta o atual governo. Até pode afetar, mas quem tinha funcionários que se envolviam em negociatas, como acabou de se saber no campo esportivo, principalmente, não atinge a Rede Globo só porque demitiu?

Aliás, a Rede Globo já demitiu 36 apresentadores, comentaristas e repórteres – muitos deles há décadas lá – alguns dos quais por ações antiéticas por se envolver em situações ambíguas para ser nobre. E a Rede Globo levou anos para descobrir?

O desespero pela queda de 47% na audiência da Rede Globo em uma década e meia, principalmente nos últimos 5 anos, além de perder audiência em rádios que lideravam a preferência popular há décadas, toma conta do corroído grupo que hoje comanda a empresa que vê vazar pelos dedos aquilo que um dia achou ser dono definitivo como se o mundo não passasse por transformações a cada meio século no máximo, ou seja, o que foi não é mais, e quem não era, passa a ser.

O difícil vai ser tentar explicar porque atingia tanto a esquerda no governo passado e agora quer abalar um governo de direita, pois os primeiros não esquecem o quanto apanharam e os segundos chegaram ao poder sem precisar da imprensa e a parte dela continua a ignorar.

A Rede Globo passa a perceber que para chegar ao poder não precisa dela e lá chegando deve fazer o que o país precisa e não pagar bilionária publicidade para divulgar os atos que adota, ou seja, no toma-la-dá-cá. Hoje, redes sociais com custo muitíssimo mais baixo chega ao menos a 50% da população, principalmente as lideranças que transmitem ao público que interessa e aí se reproduz como formiga sobre açucareiro.

O tempo de fazer prefeitos, governadores e presidentes tremerem passou Rede Globo! Quem não lembra o que sofreram na Bahia, a hoje deputada federal Lídice da Mata então prefeita de Salvador no início dos anos 1990, e anos antes Leonel de Moura Brizzola, quando governador do estado do Rio de Janeiro que não se curvou à mesma (veja editorial que a Justiça obrigou Cid Moreira ler no Jornal Nacional – ex-todo poderoso – condenando a Rede Globo por prejudica-lo em campanha)?

E para recuperar essa imagem de conveniente, hoje clara para a maioria das lideranças brasileiras, a Rede Globo vai ter que esperar ao menos o fim dessa geração, que dura 25 anos.

E para complicar mais ainda, a melhoria da condição socioeconômica de grande parte das pessoas de baixa renda a partir do Plano Real, permite mais acesso a informação e não se obrigar a ver apenas um canal de TV, ouvir uma rádio ou ler apenas um jornal.

Ou seja, “faça o que falo e mando; não faça o que faço”.

Yancey Cerqueira, Dr. c.h

Radialista DRT/BA 06

COMPARTILHAR