FBF: As armações de um ditador golpista desesperado

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Prestes a completar um desgaste jamais visto na história de um dirigente da FBF (Federação Bahiana de Futebol) e a há 17 anos (mais de 4 mandatos de prefeito, governador ou presidente da República) “destruindo” a qualidade da gestão e da simpatia do desportista pelo mais querido esporte nacional e estadual e percebendo que com a eleição vai encerrar um ciclo de “desatinos, desgastes e desastres”, o atual “presidente” da entidade decidiu mudar as regras para tentar virar um jogo perdido.

O Edital, publicado num canto de jornal para não ser visto pela maioria e sim uma minoria, que foi enganada e manipulada porque não tinha certeza do que seria feito pois foram convidados por telefone, serviu para o “ditador golpista desesperado” cometer desatinos infantis que se, provocada, a Justiça vai agir e pedir clareza na manipulação adredemente arquitetada para ficar por mais 4 ou 8 anos, o que desportistas, Ligas, Clubes e a classe política baiana não vai permitir, pois são claros em todos os cantos os gritos de: “#vazaednaldo, #bastaednaldo e #chegadeenrolação”.

A seguir detalhes da tentativa rasteira de golpe do “tirano calça curta” que acionou a Justiça várias vezes para não ser criticado pela imprensa e que perde quase todas as ações, ou quando em total falta de respeito, não comparece a audiência como se a Justiça nada tivesse a fazer. Importante: o estatuto foi conseguido no Cartório. Ele não cede a ninguém. Nem os clubes profissionais recebem.

Itens mais vergonhosos:

01) Mudança do prazo para divulgação do edital da eleição de 10 para 8 dias antes do pleito. Como a chapa deve ser inscrita 5 dias antes das eleições, a oposição terá apenas três dias para viajar todo o estado para buscar 20% das subscrições e formalizar a candidatura. Tecnicamente impraticável.

02) O presidente da FBF será o presidente da assembleia eleitoral. Como pode um candidato presidir uma eleição? Isso é cínico. Já não basta ele ser o único a conhecer o colégio eleitoral e decidir quando quiser a data das eleições?

03) O valor do Facim (Fundo de Apoio ao Intermunicipal) no estatuto antigo deveria ser dividido igualmente entre as seleções do Intermunicipal via depósito em conta bancária. Agora a destinação é completamente abstrata, sem nenhuma transparência.

04) O quórum para aprovação do pedido de impeachment agora é de ¾ (75%) e, para o presidente ser deposto, é de 80%. Números absurdamente expressivos de quem está com medo.

05) Agora, o presidente e os diretores terão o custeio das defesas em processos judiciais pagos pela FBF. Ou seja, se o presidente atropelar uma pessoa na rua quem vai pagar a indenização é a FBF.

Detalhe absurdo: Dos mais de 280 filiados, apenas 40 (14,28%) compareceram para aprovar essas mudanças no Estatuto da FBF que movimenta por ano R$ 7 milhões, gasta R$ 1 milhão com publicidade e R$ 700 mil reais com escritório de advocacia.

Apesar de toda essa verba, não se renova o quadro de arbitragem, a maioria dos clubes recebe menos do que a entidade no Campeonato Baiano e nesses anos todos, o “indigestor” vivia colado nos braços de Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero e participou da comissão que renovou o Estatuto da CBF com transmissão ao vivo pela internet com a participação da comunidade esportiva (torcedores, ex-jogadores, jogadores, presidentes e dirigentes de clubes). Na Bahia, ele (tirano e medroso) fez as mudanças com o vice-presidente e “engabelou” os presidentes de Ligas e Clubes que foram para lá apenas “aprovar”.

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