FBF: Ditador muda regras para tentar se eternizar na Presidência

955

Às escuras, na calada da noite e sorrateiramente com edital minúsculo e convocando presidentes de Clubes e Ligas por telefone para uma Assembleia, o atual gestor antecipou o prazo da eleição para evitar enfrentar a candidatura de uma oposição forte e um candidato poderoso

O atual gestor (que prefiro chamar de indigestor) da Federação Bahiana de Futebol  (que pode ser chamada de Fracasso) publicou um pequeno edital no jornal de Salvador para que, nem a imprensa nem os opositores soubessem, e ele mesmo, que paga as emissoras de rádio e TV mais de R$ 1 milhão de reais por ano, fez questão de omitir, não usando os programas de esporte nem a publicidade para divulgar que convocou uma Assembleia em 2 de dezembro, período de recesso no futebol para “mudança conveniente” do Estatuto da FBF antecipando a eleição de 6 meses para 12 meses antes do fim do mandato, e podendo, depois de 17 anos, ficar mais 8 anos como “presidente”.

O objetivo é, e foi, evitar um inevitável bate chapa pela primeira vez ao longo dos últimos 17 anos, período em que se reelegeu 3 vezes por meio de aclamação usando “procurações” de presidentes de Ligas que representam a maioria no colégio eleitoral.

A manobra pode ser considera um “golpe rasteiro” para não enfrentar um bate-chapa, agora inevitável. Não falta quem queira mudanças, avanços e ares novos na hoje combalida FBF.

Histórico de sucessivos fracassos

Porém, desconhece ele – ou faz de conta – que o desgaste, a insatisfação e a rejeição, frutos da incapacidade de administrar, são maiores que a pretensão do mesmo em se “eternizar” à frente da FBF onde conseguiu diminuir a pujança do futebol baiano derrubando-o de 5° para 9° lugar no ranking da CBF, diminuindo de quase 90 para menos de 60 as Seleções no Intermunicipal, fazendo a entidade arrecadar mais do que 70% dos Clubes da 1ª Divisão do Baiano, reduzindo a pó o quadro de árbitros que já contou com 4 apitando a Série A e hoje tem apenas um, remanescente da era Virgílio Elísio, a quem ele tentou “desmoralizar com um dossiê” na CBF e o mesmo se tornou Diretor de Competições responsável pelo Campeonato Brasileiro, e que as pessoas sabem dos métodos “nojentos” que utiliza para perseguir Clubes, Ligas e Jornalistas e Radialistas que fazem “qualquer crítica”, por menor que seja, desfiliando entidades ou processando como nos casos de Oscar Paris, Luiz Brito, Juliana Guimarães e Robério Menezes, o árbitro Deive Pacheco, e que na maioria dos casos, ganharam as ações e esperam o transitado em julgado para reversão de ação a fim de pedir indenização por acusação infundada de calúnia, difamação e injúria.

 

Dois pesos, duas medidas

Dois casos escabrosos são o do Juazeiro quando Antônio Baé assumiu a presidência para desconforto do ditador e também agora da Liga de Morro do Chapéu. No primeiro caso, a forma de eleição foi a mesma usada pelo clube, mas que nunca a FBF interveio porque sempre era eleito alguém que agradava e ditador de plantão. Na derrota, fez de tudo para afastar Antônio Baé, ex-jogador e ex-treinador da equipe, até receber 2 telefonemas de grandes personalidades da Bahia para deixar o Juazeiro em paz, o que acabou acontecendo.

Sobre perseguição à imprensa, são vários os casos como em particular o de Luiz Brito, ex-Rádio Excelsior e Tribuna da Bahia. No caso do jornal, tentou demitir o mesmo mas ouviu da Diretoria que se quisesse procurasse a Justiça. Com Oscar Paris processou o mesmo quase uma dezena de vezes. No primeiro caso, por questão financeira, Oscar teve que fazer um acordo. Na segunda sentença, o “tirano” foi fragorosamente derrotado. Ambos devem pedir indenização ao fim da ação.

No caso Liedson, somente não foi condenado porque a Justiça foi morosa e prescreveu a pena. Mas não deixou de perseguir D. Maria Balbina e os que denunciaram a armação para o Poções receber não os R$ 12 mil, mas R$ 300 mil, que não ocorreu em razão do protesto do Sporting de Lisboa.

No meu caso particular, esteve ele na TVE, e ao sair fui informado pela Direção do fato. Tentou também me afastar das Rádios Excelsior e Baiana, mas foi rechaçado por ambas as diretorias. Isso consta de depoimento na presença dele e do juiz na Justiça Criminal.

Não podemos esquecer das humilhações de funcionários dentro da FBF. Inclusive, perdeu um processo por assédio moral.

Por isso com escritório de advocacia, o gasto anual é de R$ 700 mil.

Aclamações ou eleições”

Tenso e preocupado coma candidatura de Ademir Ismerim, advogado renomado e ex-assessor jurídico do Bahia, o “tirano” fez a convocação da Assembleia para mudar as regras do jogo e evitar uma oposição (vigilante e astuta) que, sabe ele vai derrota-lo na eleição, pois estará em jogo o futuro dos Clubes e Ligas. Em síntese, da história do futebol baiano.

A utilização de “procurações” será combatida com informações e ações claras para mostrar a importância da presença física de cada eleitor no pleito. Não se deve transferir um direito com um “cheque em branco”.

E mais, como sabe-se que os métodos não são os mais democráticos haverá uma guerra, e hoje, as ameaças que fazia com bombas não passam de traques de massa.

Pode se preparar “ditador” por que de “míssel a bomba atômica” serão utilizados para combater os “métodos nojentos” para não dizer “sujos” de tentativa de perpetuação e eternização no cargo e a na FBF. Não haverá “bunker” que poderá defende-lo.

E não adianta pedir ajuda aos amigos Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. O primeiro está acuado e não pode sair do Brasil; o segundo está preso nos EUA e o terceiro foi afastado da presidência da CBF pela Fifa.

Clubes e Ligas já se manifestam, sem se expor para evitar perseguição e retaliação comuns na tirania até a eleição, e são claros: “chega, basta”. A FBF precisa de oxigenação e de novos ares. Ninguém aguentará mais 4 e muito menos 8 anos. A entidade precisa inovar, ouvir, agir pelos Clubes e Ligas e ter Democracia, Liberdade e Transparência.

Yancey Cerqueira,

Radialista – DRT/BA 06

COMPARTILHAR