FBF: Duas décadas de fracassos; eles são responsáveis pelo caos

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Mesmo considerada um fracasso de gestão na área esportiva, o ‘presidente’, avesso a críticas e fatos, usa assessores para ameaçar de demissão jornalistas e radialistas e perdeu processo por assédio moral

Há 18 anos o atual gestor da Federação Bahiana de Futebol (Fracasso seria mais adequado) tenta aprender a administrar o esporte da massa, mas na mesma quantidade recolhe cacos desde 2002 quando, ao lado do atual diretor-jurídico, Manfredo Lessa, mergulhou a Bahia na curva de insucessos jamais visto na entidade com derrota em cima de derrota.

Em nenhum item – a não ser o financeiro para FBF, diretores e “parte da imprensa”, como aconteceu com o esporte no Mundo –, a entidade avançou, apresentou conquistas para Ligas e Clubes, muitos falidos e quase fechando as portas; arbitragem mergulhada numa crise sem precedentes que pode levar a Bahia pela primeira vez em quase 30 anos a não ter árbitros apitando o Brasileiro; redução de clubes profissionais na Série B, embora a A esteja reduzida a 10 quando já foi 12, e ainda assim, os mesmos “articularam” na “calada da noite” uma reforma esdrúxula para tentar se manter “no osso” ao saberem, por informantes sem qualificação, que haveria uma chapa de oposição.

Confirmada a hipótese, em dezembro, tentou reunir dirigentes e presidentes e, sem o menor pudor, mudaram as regras que quase coloca a impossibilidade de um candidato contrário.

O rosário de insucessos de Ednaldo Rodrigues e Manfredo Lessa (10 anos vice-presidente) supera as duas dezenas (no mínimo uma por ano), mas vamos enumerar alguns para que os senhores tomem conhecimento de como é destruir a imagem de um futebol campeão e vice brasileiro e da Copa do Brasil; com dezenas de atletas campeões do Mundo e que tinha como umas das principais atrações a Fonte Nova lotada em dia de BaVi, Bahia e Galícia, Vitória e Fluminense, etc.

Relação bisonha de erros:

01 Sua Nota – Perda de Sua Nota É Um Show (clubes do interior recebiam R$ 8,00 por ingresso trocado. Cada partida teria uma renda mínima de R$ 37.600,00, hoje maior do que a maioria das partidas no interior. Uma ação por suspeita de fraude do MPE obrigou o Estado a cancelar o programa em 2011);

02 – Nunca jamais na história do BaVi, que começou como clássico nos anos 50, Bahia e Vitória estiveram juntos na 3ª Divisão. Somente na atual gestão;

03 – O ranking de Federações da CBF – Confederação Brasileira de Futebol, rebaixou a Bahia de 5° em 2000 para 9° em 2017. Perda de prestígio. Estamos atrás de Goiás, Pernambuco, Paraná. Uma vergonha.

04Assédio Moral. Manipulando R$ 7 milhões, a atual gestão emprega de primo a cunhado, e ai de quem se atreve a reagir a forma tirânica. Inclusive, o atual presidente respondeu e perdeu um processo por “assédio moral”, mas ele não divulga na parte imprensa sobre a qual tinha controle.

05Caso Liedson. O presidente não foi condenado nem absolvido. O processo foi arquivado pela demora da Justiça em analisar o caso e a pena prescrevia. Neste tema, fica evidente a manipulação de informações em documentos expedidos pela FBF para beneficiar financeiramente o Poções que receberia, caso o Sporting de Lisboa não questionasse, R$ 300 mil, e não os poucos mais de R$ 13 mil;

06Ditador e tirano, o gestor aciona a Justiça volta e meia contra integrantes da imprensa. E perde quase todas as ações. Foi assim com Oscar Paris, Luiz Britto, e ainda “Juliana Guimarães” que não concordam com os métodos e fracassos na FBF. O árbitro Deive Pacheco foi alvo de processo pelo gestor, mas o mesmo achando que a Justiça tem tempo a perder, não compareceu a 3 audiências.

Quando não vai, o ditador envia emissários para pressionar e coagir empresas para demitir jornalistas e radialistas como aconteceu no meu caso quando ele foi à TVE para intimidar a Diretoria e na Rádio Excelsior quando enviou Wilson Paim; na Tribuna da Bahia quando esteve o diretor-jurídico ameaçando o jornal de processo e na TV Bandeirantes contra a apresentadora Juliana Guimarães. Em todos os casos foram “merecidamente rechaçados”;

07Abandono de Ligas. Depois de anos sem visitar regiões e ignorar presidentes de Ligas, a gestão passa a ligar, cumprimentar e prometer visitas, pois as Ligas têm maioria no colégio eleitoral, e agora são importantes. Presidentes ficaram décadas na sala de espera horas e dias e nunca foram recebidos pelo “ditador”, que ameaça tudo e a todos de processo e desfiliação;

08Caos na 2ª Divisão: A Segunda Divisão do Campeonato Baiano tem menos clubes que Alagoas, Pernambuco e Sergipe, embora a Bahia tenha quase o dobro da população e tamanho dos 3 estados juntos; este ano, de novo sem data para começar, serão no máximo 6, contra 5 do ano passado. Sergipe são 12;

08 – Invasão de Privacidade. O presidente responde a um processo que corre em segredo de Justiça por ter autorizado que o e-mail de um jornalista fosse hackeado. Outras duas pessoas também são rés.

09 – Onde está o dinheiro? Embora arrecade R$ 7 milhões por ano, a FBF não colabora com clubes e Ligas. Gasta mais de R$ 1 milhão com publicidade, R$ 700 mil com escritório de advocacia e o recurso do Facim (Fundo de Amparo ao Intermunicipal) R$ 1,3 milhão ninguém vê. Era descontado 2% da renda dos Baianos A e B para distribuir igualmente com as Ligas em depósito na conta corrente. Agora não tem percentual e não os critérios abstratos.

Perpetuação

E finalmente, as manobras arquitetadas por Ednaldo Rodrigues e Manfredo Lessa para se perpetuar no poder. Uma vergonha.

Vejam as mudanças ou armações para impedir a derrota ou chapa de oposição:

a – Antecipação do pleito de 6 para 12 meses (dificultaria formar chapa de oposição – tem que ter 20% de apoio do colégio eleitoral);

b – O presidente da entidade, candidato à reeleição, presidirá o pleito;

c – Em caso de empate, ficaria quem tem ou teve cargo na FBF;

d – Se persistir, o que possuiu ou tem o cargo maior – nesse caso o atual presidente;

f – A data da eleição fica a critério do presidente candidato a reeleição (de hoje a dias antes da posse). Se fizer como o edital das mudanças (manobras), às escondidas, somente a diretoria e os apaniguados ficarão sabendo.

Mas, os apoiadores do advogado e o candidato Ademir Ismerim, estão atentos.

Se tudo isso não é ilegal ao menos beira à imoralidade.

A sociedade esportiva vaticina: #vazaednaldo, #chegaednaldo# e #bastaednaldo.

NR: E não duvidem que eles passem a espalhar inverdades apócrifas sobre opositores comum entre os ditadores, tiranos e déspotas incapazes.

Yancey Cerqueira

Radialista DRT/BA 06

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