FBF: São 104 anos e 16 de fracassos e erros convenientes

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A Federação Bahiana de Futebol (FBF) completou na última quinta-feira, 14, 104 anos de fundação já com uma década (antes havia uma Liga) que se deu início a um dos campeonatos estaduais mais tradicionais do Brasil, mas que hoje vive momentos de apreensão e tensão dentro e fora do campo, especialmente em razão de gestões incapazes, convenientes e ditadoras que somente prejudicam o esporte mais popular da Bahia, do Brasil e do Mundo em benefício próprio de alguns dirigentes.

Entre altos e baixos, podemos registrar o desastre ou desaparecimento de clubes tradicionais como Botafogo, Galícia, Ypiranga, Leônico – alguns campeões baianos como Granadeiro, primeiro tricampeão na década de 40 (anos 41,42 e 43) -, os de Itabuna, alguns de Ilhéus, para ficar apenas nesses.

Mas também lembrar momentos de glórias como o começo da rivalidade entre Bahia e Vitória na década de 50, o titulo brasileiro do Bahia em 1959 na então Taça Brasil, desbancando o Santos, de Pelé & Cia, anos 60 quando, depois da hegemonia da dupla BaVi temos a década que mais tivemos outros campeões que não foram os dois – Fluminense de Feira (63), Leônico (66), Galícia (67) e Fluminense de Feira (69), os grandes campeonatos dos anos 70 e 80 (Bahia bicampeão em 88) e a década de 90 (Vitória foi vice-campeão brasileiro em 93 e ativou efetivamente o Manoel Barradas) quando o Vitória entendeu que o futebol era mais que um esporte, um negócio profissional.

Sem falar nas grandes revelações e Campeões do Mundo pela Seleção Brasileira como Aldair, Bebeto, Márcio Santos, Vampeta, Edilson, Junior Da Gata, e jogadores inesquecíveis como Toninho Baiano, Washington, Bobô, Charles, Dida (segundo Júlio César que abriu a porta para os goleiros nos grandes clubes da Europa), Alex Alves, Paulo Isidório, David Luiz, Dante, Elkeson, etc.

FBF

Ainda num futebol quase amador, a FBF realizou grandes competições levando o estádio Otávio Mangabeira a m público de 90 mil pagantes num BaVi decisivo.

Citar as inovações introduzidas pelo saudoso Antônio Pithon e os avanços proporcionados e realizados por Virgílio Elísio que projetaram o futebol baiano além das 4 linhas. Ambos chegaram a altos dirigentes da CBF, e Virgílio organizou por anos as competições programadas pela entidade máxima do nosso esporte.

Hoje, depois de 16 anos à frente da Federação, o atual presidente colhe apenas derrotas e fracassos para o esporte mais popular entre os baianos.

Nesse período, perdemos o Programa Sua Nota é Um Show, iniciado com Virgílio Elísio, caímos no Ranking da CBF de 6° para 9° lugar e o Estadual é um dos menos rentáveis dos grandes Estados Brasil apesar da FBF (que hoje podemos chamar por Federação Baiana do Fracasso) ser a 5ª que mais arrecada (R$ 7 milhões) por ano, Intermunicipal – uma paixão no interior – cada vez tem menos Seleções pela total falta de apoio e incentivo e nosso quadro de árbitros neste momento está no período que menos tem árbitros centrais apitando a Séria A em todos os tempos.

Eleição

Nas 3 supostas “reeleições” do atual gestor(sic) nunca houve pleito. Apenas “aclamação” porque o Estatuto permite a famigerada “procuração” cedida pelos presidentes de Ligas sob receio de represálias e punições.

Em 2018 haverá sim eleição para por fim ao caos que tomou conta da FBF (Republiqueta da Incompetência) onde não se tem Democracia, Liberdade nem Transparência.

Aliás, a imprensa vice em ambiguidade: uns são acariciados e elogiados por serem amigos do gestor, e outros processados porque criticam a gestão da entidade. Ele perde a maioria das ações.

O desespero já tomou conta do “bunker” nos superiores andares do Palácio dos Esportes onde presidente de Liga não era recebido, mas hoje – em razão da certeza da derrota e numa tentativa vã de reverter a queda – são recepcionados com coquetéis e tapinha nas costas.

Sem dúvida, ano que vem será de início da redenção do futebol baiano.

Yancey Cerqueira
Radialista – DRT 06
Colaborou: Daniel Dalence
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