Greve: Entidades convocam paralisação em todo país amanhã (15)

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“No dia 15 de março faremos um Dia de Paralisação Nacional contra os retrocessos das reformas” diz o comunicado do ato convocado no Rio pelo Facebook.

Na data, diversos sindicatos e categorias de trabalhadores prometem parar por 24 horas em todo o país para protestar contra os pacotes de reforma propostos pelo governo de Michel Temer.

As áreas de educação e saúde já aderiram à greve, que também já tem adeptos da justiça, da polícia civil e do setor de transporte público em alguns estados. O Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) também aderiu a paralisação, incluindo escolas particulares.

“Quando outras categorias aderem é o indício de uma greve geral. Todos estão vendo a gravidade desse momento. Não existe déficit na previdência, a gente vem afirmando isso há muito tempo”, disse a coordenadora geral do Sepe-RJ, Marta Moraes.

Congresso

O líder do PMDB e ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou duramente o projeto da reforma da Previdência enviada pelo governo Michel Temer ao Congresso. Renan afirmou que há graves equívocos na proposta. As declarações foram dadas na segunda-feira (13).

“Nós precisamos, claro, atualizar as regras da Previdência, fazer uma reforma. Mas essa proposta que o governo mandou para o Congresso, da forma como ela está, não tem condição nenhuma de passar”, afirmou o senador, acrescentando: “O Lula fez uma reforma, o Fernando Henrique fez uma, a Dilma fez uma e o Michel vai fazer a dele. Mas é reforma possível, não é a definitiva.”

Já o presidente da Câmara Rodrigo Maia defendeu a reforma, destacando para a igualdade nas regras para homens e mulheres. Maia afirmou nesta terça-feira (14) que as mulheres lutem por um equilíbrio na relação de gênero em todos os temas da sociedade.

“As mulheres têm um pleito histórico no equilíbrio na relação de gênero em todos os temas da sociedade, e também na idade mínima. Acho que quando você quer caminhar para esse equilíbrio, como uma maior participação no mercado de trabalho, e na política, acho que tem que ser um equilíbrio para tudo”, disse Maia.

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