Ibametro apreende 600 brinquedos irregulares na Bahia

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brinquedos-02O Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), órgão delegado do Inmetro na Bahia, divulgou o resultado da Operação Criança Segura, realizada de 26 a 30 de setembro, para fiscalização de produtos infantis. Neste ano, a quantidade de brinquedos irregulares apreendida foi aproximadamente 45% maior do que no ano passado: em 2016, foram 605 unidades contra as 428, em 2015. No total, foram fiscalizados 211 estabelecimentos na capital baiana. O objetivo da operação foi retirar do mercado produtos considerados perigosos, visando evitar acidentes de consumo.

Entre os principais brinquedos apreendidos estão ioiô boll, que traz como risco o estrangulamento; cavalinho chinês, que funciona por meio de baterias tipo botão, de tamanho mínimo e que podem ser acessadas facilmente podendo causar intoxicação e queimaduras no organismo, além de patins e patinetes que não atendem a requisitos exigidos na certificação compulsória.

“É preciso atenção redobrada dos pais quando o assunto é segurança. Os brinquedos, para serem vendidos no mercado brasileiro, devem ter o selo do Inmetro, por ser um produto de certificação compulsória. O selo atesta que o produto passou por testes diversos, em laboratório, para análise de possíveis riscos de segurança às crianças e que é seguro”.

brinquedos-01O diretor-geral do Ibametro, Luiz Freire, frisa ainda que os brinquedos respondem por 16% dos acidentes registrados por consumidores no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), em 2015. “Em caso de brinquedos e outros produtos suspeitos, o consumidor deve denunciar para a Ouvidoria do Ibametro pelo telefone 0800 071 1888”, orienta Freire.

A operação percorreu estabelecimentos comerciais, como supermercados e lojas de rua e shopping da capital baiana. A ação integrou a programação da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro (RBMLQ-I). Os estabelecimentos com produtos irregulares foram autuados e terão dez dias para apresentar a defesa, estando sujeitos a multa que pode chegar a R$1,5 milhão.

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