Íbis pode bater recorde positivo de 80 anos amanhã (1°)

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Sinal do fim dos tempos? O mundo está ao contrário? Perguntas que vêm à tona quando o Íbis contraria o seu DNA e consegue bons resultados. O clube está no Livro dos Recordes como dono da pior sequência da história do futebol, com 55 jogos sem vencer, entre julho de 1980 e junho de 1984 – sendo 48 derrotas e sete empates. Tornou-se a principal referência quando o assunto é perder. Entretanto, a campanha do início da Série A2 do Pernambucano deste ano já figura entre as melhores da história do Pássaro Preto. Aliás, neste domingo, o Íbis pode conseguir um feito inédito em sua história: caso vença o lanterna Centro Limoeirense, no Ademir Cunha, em Paulista, às 16h, emenda quatro vitórias seguidas.

Nos quase 80 anos de existência, o Íbis só conseguiu vencer três vezes seguidas três vezes – contabilizando a atual. As duas primeiras foram em 1997 e 1999, ambas na Série A2, como agora.

Com 100% de aproveitamento na edição atual da competição, o ‘Pior Time do Mundo’ vive um momento tão bom que pode garantir matematicamente a classificação para a fase de mata-mata com cinco rodadas de antecedência. Como avançam quatro equipes no grupo – que tem cinco integrantes -, caso conquiste a quarta vitória consecutiva neste domingo o Rubro-negro fará o returno já mirando o adversário das quartas de final.

Todo esse contexto favorável, frise-se, é fruto de um trabalho de muita superação dentro e fora de campo. Para entender melhor esse novo Íbis, o Superesportes visitou um treinamento do time para conhecer a sua rotina e os responsáveis pelo atual momento. Desde a batalha para manter o dia a dia de treinamentos até a superação financeira como um todo, com alguns jogadores, inclusive, revezando entre o serviço nos gramados e nos restaurantes.

Treinador do Íbis, Ricardo Souza

No futebol, um dos deveres do treinador é conhecer bem o clube onde trabalha. O professor de educação física Ricardo Santos, de 42 anos, é um dos que se encaixa nesse perfil. No Íbis desde 2012, já foi preparador físico e comandou todas as categorias de base, desde o sub-13, até assumir a equipe profissional na temporada passada. Em 2016 esteve à frente do time na Série A2 e não venceu uma partida sequer. Foram oito derrotas e apenas dois empates.

Ainda assim, classificou o time para o mata-mata, graças às punições impostas a Ferroviário e Centro Limoeirense. Com prestígio no clube, foi mantido no cargo e começou a colher os primeiros frutos dessa continuidade. Exigente com a parte física, cobra bastante comprometimento de todos os atletas e sabe bem o objetivo a alcançar.

“A ideia do Íbis é chegar na Série A1. É o nosso foco maior. O nosso diferencial é o trabalho. A diretoria confiou em mim e me fez permanecer. Isso fez com que os atletas também confiassem”, afirma o treinador.

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