Imprensa “alimenta boato” de demissão de Moro

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Foto: Carolina Antunes / Arquivo PR

Os rumores sobre uma eventual saída de Moro do governo foram desmentidos pela assessoria de imprensa da pasta

A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e Segurança Pública desmentiu, nesta quinta-feira, 23/04, os rumores circulando por veículos da imprensa brasileira sobre um possível pedido de demissão do ministro Sergio Moro.

“Ministro não confirma o pedido de demissão”, afirmou a assessoria, segundo a emissora TV Bandeirantes. A saída de Moro do governo Jair Bolsonaro começou a circular na imprensa nacional após o jornal Folha de S. Paulo (contrário ao governo Bolsonaro) publicar a reportagem intitulada:

Moro pede demissão após troca na PF, e Bolsonaro tenta reverter”. Apesar de não apresentar fontes para a informação, a Folha ainda propagou a matéria nas redes sociais com o destaque de “Urgente”.

Profissionais de comunicação precisam ser imparciais neste momento em que o Mundo, e o Brasil também, enfrenta a pandemia da covid-19, e não produzir crise em nenhum governo municipal, estadual ou federal. E trocar ministro é atribuição do presidente, como divulgar informação faz parte do editorial do meio de comunicação, que não aceita interferências, mas obedece a critérios técnicos, ou pelo menos deve. Mais de 200 mil pessoas morreram, e o Brasil tem 3 mil mortes.

Segundo a Folha, o pedido de demissão teria sido motivado por uma suposta demissão do diretor da Polícia Federal (PF), Marcelo Valeixo.

“Bolsonaro informou o ministro que a mudança deve ocorrer nos próximos dias. Moro então pediu demissão do cargo, e Bolsonaro tentar reverter a decisão”, diz o texto do jornal.

No entanto, apesar dos rumores, não há nenhuma confirmação por parte do governo Bolsonaro sobre mudanças no comado da Polícia Federal.

Assessores do Palácio do Planalto negam pedido de demissão nem informal nem formal. A mudança na Polícia Federal – quando ocorrer – vai ter a participação do ministro e do presidente, normal no regime brasileiro. Sequer houve alteração da pauta na conduta da reunião no Planalto.

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