Intermunicipal: Seria cômico se não fosse ridículo

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“Pense no absurdo e na Bahia tem precedentes”, dizia o ex-governador da Bahia Otávio Mangabeira, que se aplica muito bem à FBF (Federação Bahiana do Fracasso)

O jogo era Itapetinga x Poções, evidente com mando de campo para a primeira cidade no Centro Sul baiano a 562 km de Salvador, contra o Poções na mesma região 444 km da capital baiana, e 131 km de distância entre uma e outra. Vizinhas de Itapetinga estão: Itambé, Caatiba, Itororó, Pau Brasil, Itaju do Colônia, Potiraguá, Macarani e Itarantim.

Com a perda de mando de campo pela cidade de Itapetinga, o normal, lógico e praticado até por competições de bairro, não é jogar no campo do adversário, mas isso foi o que aconteceu na programação da Federação Bahiana de Futebol, hoje dirigida por um pupilo de um dos mais retrógrados e antidemocráticos ex-presidentes de todas as Federações e Ligas de Futebol do Planeta Terra. ‘Filho de peixe, peixinho é’! O atual presidente tem menos de 8 meses de mandato.

O próximo jogo vai ser, de novo, em Poções, no estádio Heraldo Curvelo. Isso é inversão de campo, não perda de mando.

Essa decisão coloca a Bahia, mais uma vez, no campo do ridículo, como lamentavelmente ocorre há décadas em relação ao futebol.

Transmissão e mau exemplo

A partida foi transmitida pela TVE, órgão do Irdeb – Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, do Governo do Estado, que deveria dar exemplo de ‘ética, decência e moralidade’, além de bancar, em nome de ‘não se sabe o que?’, todas as transmissões que, em média, custam cada uma em torno de R$ 30 mil ao cidadão para não passar de 0,5 ponto de audiência no Ibope ou em torno de 9 mil telespectadores em Salvador, e mobiliza em torno de 25 profissionais.

Ontem, dia da famigerada programação do jogo transmitido a partir das 15h, estavam em campo a partir das 16h, CRB x Vitória, em Maceió, pela Série B, com transmissão ao vivo pela TV Bahia para todo o estado, e o Bahia jogava contra o Goiás no estádio da Fonte Nova pelo Brasileiro. Ou seja, 95% dos desportistas soteropolitanos, além de São Paulo (estreia de Daniel Alves), Santos (líder), Fluminense, e outros grandes clubes brasileiros em campo, estariam ligados nas séries principais do Brasileiro.

Yancey Cerqueira

Radialista DRT/BA 06

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