Ipirá: “Malamanhado” desrespeita famílias e pandemia com foguetório

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Foto: Arquvio - O Centro de Abastecimento e as promessas malamanhadas

Em 3 anos e 5 meses de ingestão o prefeito acumula afastamento, demagogia, fracasso e processo, mas não se conteve e montou um espetáculo circense e dantesco na sexta-feira, 5

A cidade de Ipirá, na Bacia do Jacuípe a 210 km de Salvador, assim como a Bahia, o Brasil e o Mundo vivem uma pandemia (enfermidade que atinge a todos) assistiu uma incompreensível e insensata festividade na última sexta-feira, 5/06, quando o gestor Marcelo “Malamanhado” Brandão (DEM) promoveu uma queima de fogos de artifícios e, possivelmente de dinheiro público, para comemorar o aniversário dele e a inauguração de 1,5 km de asfalto (obra realizada com dinheiro do cidadão e da cidadã ipiraense e do Governo do Estado, que ele tenta esconder).

Ipirá, que tem 65 mil habitantes e assim como a maioria da população mundial estão amedrontados, já registrou 15 casos e 1 morte por causa do novo coronavírus, mas a estrutura na área da saúde é precária e vergonhosa ao ponto de vereadores denunciarem falta de fronhas, lençóis, travesseiros e materiais de higiene e limpeza e médicos (básicos) no Hospital Municipal, apenas um dos graves descasos para quem levou 12 anos dizendo na rádio da família que “aqui tem dinheiro para tudo; não fazem porque são incompetentes”. E agora Malamanhado, onde está o dinheiro? Por que falta tudo? Escolas e merenda escolar deficientes, unidades de saúde precárias, estradas vicinais abandonadas e povo desalentado por tudo que ouviu de promessas por anos e hoje assiste estarrecido quanto foi iludido na campanha.

Para ilustrar o quanto perdeu a sensatez, o ‘prefeito do engodo’ demitiu dias antes aproximadamente 100 pais e mães de famílias num momento de crise na saúde e de desemprego.

Dr. Engodo

Durante mais de uma década, as fantasias do radialista e advogado diziam que os gestores eram incapazes, incompetentes e até desonestos porque faziam sofrer toda a população. Em menos de 3 anos, o famoso causídico foi afastado do cargo público por suspeita de ‘desvio de dinheiro público’ (Operação Orfeus) ao receber a visita da Polícia Federal em casa e no gabinete da Prefeitura; ignora o caos do Centro de Abastecimento (que ele chamava de “Centro de Aborrecimento”); nunca colocou uma pá de cal na estrutura vergonhosa na Casa dos Estudantes no Bairro do Tororó, em Salvador; abandonou o Mercado de Artes, que empregava centenas de ipiraenses e desde que assumiu a única coisa feita foi retirar o entulho do incêndio no fim de 2016, e a Biblioteca Municipal foi inaugurada há 1 ano, mas não funciona. Por quê.

Mas, Malamanhado este ano (2020) é de eleição. O senhor terá a oportunidade de, de novo, fazer promessas – que não cumpriu em 3 anos e 5 meses – e tenha certeza que a população ipiraense ‘in totum’ vai acreditar. Afinal, o radialista cumpriu a ‘palavra dada; flecha lançada’ e o causídico praticou o “fumus boni iuris’. O senhor novamente vai precisar dele (o povo).  Mas o voto é ‘secreto’.

Yancey Cerqueira, Dr. h.c

Radialista DRT/BA 06

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