Ipirá: ‘Malamanhado’ quer ser ‘autarca’ de novo

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Marcelo Brandão (DEM), prefeito de Ipirá / Foto: Arquivo

Depois de em 3 anos e seis meses acumular fracassos na gestão municipal, o atual gestor – que na oposição dizia que não faltava dinheiro para nada – se apresentou como pré-candidato a reeleição

O ‘autarca’ Marcelo Antônio Brandão (DEM), de Ipirá, na Bacia do Jacuípe a 210 km de Salvador, reuniu o grupo dos Jacus para anunciar que vai ser candidato nas eleições de novembro deste ano.

A explicação da jacuzada é, no mínimo, incoerente e inusitada: “Lideranças e vereadores foram unânimes na escolha, uma vez que entendem que Marcelo recebeu o município com problemas gravíssimos, e conseguiu organizar a prefeitura, pagando em dia e construindo muito, inclusive com recursos próprios. O líder do grupo, Luiz Carlos Martins, considera a escolha acertada em função da experiência que o prefeito já acumulou nesses anos, tornando Ipirá um município bem melhor pra se viver. O grupo está agendando reunião para decidir sobre a escolha do vice”.

Agora?

Durante 12 anos na rádio da família, Marcelo “Malamanhado” Brandão acusou o grupo da “Macacada” de incompetente porque “Ipirá tinha dinheiro para tudo; o que faltava era qualidade na gestão”.

Depois de 3 anos e 6 meses na administração, o autarca poderia explicar o seguinte:

1Por que não consertou o Centro de Abastecimento, que ele chamava de ”Aborrecimento”, e hoje é ainda pior?

2 Porque não reformou o Mercado de Artes, bem no Centro da cidade?

3 – Por que não fez nada na Casa dos Estudantes?

4 – Porque inaugurou e não abriu a Biblioteca Municipal?

5 – Como explicar o afastamento por 10 dias já que, como advogado, deve conhecer e saber aplicar as leis?

6 – Como explicar a obra da Avenida Rio Grande do Sul com um poste no meio e ainda, em poucos, meses precisa e ainda de reparos no asfalto?

7 – E ruas e estradas vicinais em estado caótico?

Se tinha dinheiro para tudo antes, como o autarca explica que em 3 anos – 2017 a 2019 – arrecadou R$ 128,05 milhões, R$ 146,15 mi R$ 111,5 milhões, ou seja, foram R$ 385,7 milhões para o caos na educação, na infraestrutura, na saúde, no social e tristeza para a população ipiraense que o considera o mais desastroso gestor em décadas.

É preciso apenas saber se os 44 mil eleitores querem continuar com tamanho descaso e transtornos para o povo do Camisão.

Yancey Cerqueira,

Radialista DRT/BA 06

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