JBS estudava comprar sentenças judiciais

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As tramas da JBS para passar impune junto ao Poder Judiciário vêm aparecendo a cada dia. Agora, há a acusação de que advogados da empresa de Joesley Batista planejavam acessar e corromper ministros de cortes superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em documentos e áudios entregues pelo ex-marido de Renata Gerusa Prado de Araújo, advogada da JBS, há mensagens de Whatsapp em que ela conversa com Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da empresa. No material, eles buscam estratégias para que o grupo J&F tenha decisões judiciais favoráveis.

O ex-companheiro da advogada é o empresário Pedro Bettim Jacob, com quem ela está em um processo litigioso de separação. Ela o acusa de ter roubado seus arquivos documentais. As revelações são da revista Veja.

Caso conseguissem acordos com autoridades do Pode Judiciário, os pagamentos, segundo eles, poderiam ser em dinheiro vivo ou em tráfico de influência. Eles citam a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, mãe de Renata, e três membros do STJ: os ministros Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio Noronha.

As mensagens e áudios não incluem diálogos com os próprios ministros nem demonstram que Renata teve acesso a eles nem que conseguiu o que pretendia.

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