Madre de Deus: Em carta demagógica e melancólica vice posa de vítima

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Vice-prefeito de Madre de Deus, Jailton Polícia

O vice-prefeito Jailton Polícia (PRB), de Madre de Deus, cidade que fica na Região Metropolitana a 69 km de Salvador, se mostra ‘inocentemente e convenientemente surpreendido’ com o rompimento recentemente declarado pelo prefeito Jeferson Andrade (DEM), depois de embates nas eleições para deputado e governador e para a Presidência da Câmara.

Demonstrando imaturidade e primarismo político, Jailton Polícia diz que pediu votos em 2016 para a reeleição da chapa que fazia parte (como não pedir?), e que as razões do rompimento seriam ele estar pré-candidato a prefeito em 2020.

Jailton demonstra essa situação desde o primeiro dia depois da posse em 2017, e essa decisão o afasta do grupo de apoio a Jeferson. Jailton, que esconde o apelido na carta publicada nas redes sociais, há muito tempo pensa egoisticamente somente nele.

Numa cidade de pouco mais de 20 mil pessoas, onde adversários e inimigos conhecem a palma da mão do outro, o vice apresenta uma inocência estranha, pois a Bahia e o Brasil sabem que Jeferson Andrade, o vereador Anselmo Duarte e os servidores Adailton Cosme dos Santos, Tânia Maria Pitangueiras de Jesus e Jibson Coutinho de Jesus respondem a processo por ação proposta pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam) denunciou o esquema de corrupção e propina. O MP relatou que o objetivo dos envolvidos no acordo era eleger Jeferson presidente da Câmara, o que acabou acontecendo.

Jeferson e os demais chegaram a ser afastados dos cargos, mas a Justiça os manteve com decisão do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Gesivaldo Britto, suspendeu a sentença que os tinha afastado. Nesse momento, Jailton comemorou inclusive programando um ‘almoço’ que se frustrou.

Se Jeferson fosse tirado do cargo, Jailton Polícia assumiria (e assume) a Prefeitura de Madre de Deus para administrar R$ 158 milhões por ano, ou seja R$ 13 mi por mês.

No documento que ‘respira demagogia’, que está na integra abaixo, o vice descobre agora que o prefeito é ditador pede forças para continuar e se coloca à disposição do povo (não estava até então?).

A candidata que Jailton Polícia apoiou em Madre de Deus para deputada teve apenas 560 votos e sequer se elegeu numa demonstração de falta de força e prestígio do que se acha ‘líder político’. A pífia votação, deixou Tia Eron apenas em sexto lugar na cidade, perdendo espaço para Alice Portugal, Sergio Brito e Marcio Marinho.

A carta

“Amigos e parceiros.

Gostaria de pedir desculpas antes tudo, e dar satisfação a todas as pessoas que eu pedi votos para o processo político de 2016, na qual foi composta a chapa Jeferson Andrade prefeito e Jailton Jajai Vice.

No dia 02 de janeiro fui convidado para uma reunião no gabinete composta por todos os secretários e o prefeito, onde fui surpreendido com a posição de Jeferson dizendo que não se sentia mais a vontade em caminhar comigo e a Vereadora Jodiane politicamente, e que a partir daquele momento, não faríamos mais parte do grupo.

Diante dessa exposição covarde fomos expulsos do grupo político no qual desde o início fazíamos parte. Pelo simples fato do povo sinalizar meu nome como pré-candidato a prefeito, situação que não o agradava. Além de não ter ficado satisfeito com a vitória do atual presidente da Câmara, Paulinho de Nalva, que faz parte do meu partido PRB e que também dá todo o suporte a ele.

Declarou na reunião de forma ditadora que quem escolheria o próximo candidato seria ele, independente das pesquisas ou opinião do povo.

Mais uma vez peço desculpas a todos, e principalmente, aqueles que foram demitidos de forma desrespeitosa.

Nesse momento peço a Deus força e sabedoria para conduzir essa situação e me coloco a disposição do povo de Madre”.

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