Magistrados baianos afastados na Faroeste devem fazer delação premiada  

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Foto Ilustrativa

A Operação Faroeste, que desmantelou um amplo esquema de vendas de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, se prepara para entrar numa nova fase e alcançar empresários que negociavam sentenças com desembargadores presos e investigados.

Duas desembargadoras estão negociando delações premiadas, esmiuçando ligações perigosas, com concessionários de serviços públicos, infraestrutura e transportes.

No curso da operação, os investigadores já haviam encontrado evidências de venda de sentenças para grandes empresários baianos, geralmente envolvendo questões fundiárias.

Desde então, diversas denúncias começaram a chegar na sede da Procuradoria Geral da República e da Polícia Federal na Bahia, já a partir de dezembro de 2019.

Na Faroeste, o advogado Vanderlei Chilante foi flagrado pela PF negociando o voto da desembargadora Sandra Inês Moraes, também presa, em processos que beneficiariam a empresa Bom Jesus, que disputa judicialmente a posse de 366 mil hectares de terras em Formosa do Rio Preto, no Oeste baiano a 1.026 km de Salvador.

Também foram afastados os magistrados: Gesivaldo Britto, desembargador e presidente do Tribunal de Justiça da Bahia; José Olegário Monção, desembargador; Maria da Graça Osório, desembargadora; Maria do Socorro Barreto Santiago, que é desembargadora; Marinalva Moutinho Almeida, juíza, e Sérgio Humberto Sampaio, juiz.

O grupo teria faturado com a venda de sentenças em torno de R$ 600 milhões.

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