Maia vai rejeitar 25 pedidos de impeachment contra Temer

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Deputado anuncia recusa de pedidos e afirma que Michel Temer tem muito a agradecer a ele

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma que vai rejeitar todos os 25 pedidos de impeachment contra o presidente Michel Temer que estão parados na gaveta. Segundo ele, depois de ter sido leal ao pemedebista nas duas denúncias, não faz sentido atuar agora contra o governo. Maia também afirma que o presidente tem que “agradecer muito” pelo fato de ele não ter agido para derrubá-lo do Palácio do Planalto

Como fica a relação com o Palácio do Planalto no pós-denúncia?

A minha primeira eleição na presidência da Câmara foi independente e o Michel tem de agradecer muito de eu ter sido eleito e não ter feito o que eu podia ter feito. Eu poderia, na minha primeira legislatura, ter trabalhado dizendo o tempo todo que o governo não me ajudou, porque ele só apoiou a minha candidatura nas últimas 24 horas. Mas eu abracei a agenda do governo porque eu acredito na agenda da equipe econômica. Não foi uma questão de “eu sou governo”. Agora, eu não misturo as coisas: o presidente da República e o presidente da Câmara têm uma relação institucional muito boa e essa relação se mantém boa. Mas o que eu estou dizendo, como presidente da Câmara, é que a relação não será uma relação amanhã igual à que foi antes das duas denúncias se o governo não reorganizar a base.

E o que Temer precisa fazer para reorganizar a base?

Tem vários caminhos para resolver. O que você não pode é achar que o resultado da denúncia gerou uma base de 250 votos. Ter base é ter base que confia no governo, na agenda do governo, mesmo quando vem uma pauta árida para a Câmara. Acho que numa pauta árida o governo hoje não tem maioria para aprovação.

Para o sr., qual seria o melhor caminho?

Se eu começar a falar vão dizer que eu estou querendo interferir no caminho que ele (Temer) vai decidir. Eu já falei muito. Tem partidos que se consideram sub-representados, tem partidos que acham que outros estão super-representados. Se o governo discorda dessa opinião, tem de chamar os presidentes (das siglas) e seus líderes e dizer: Você não está sub-representado. Você está bem representado por isso e por isso.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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