Milhares de manifestantes pedem fim da reforma da previdência

375
SÃO PAULO 15/03/2017 - ECONOMIA - NACIONAL - REFORMA DA PREVIDÊNCIA - PROTESTO PAULISTA - Centrais sindicais e diversas outras entidades protestam na Avenida Paulista contra a proposta de reforma da Previdência - Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Os protestos contra a reforma da Previdência na quarta-feira, 15, levaram milhares de pessoas às ruas. A interrupção de serviços de transporte público e o bloqueio de vias causaram congestionamentos em várias cidades brasileiras. Escolas também fecharam as portas.

Em Salvador, escolas paralisaram as atividades na quarta-feira. Algumas unidades vão manter a paralisação por dez dias, segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, Elza Melo.

Em Recife, o metrô funcionou apenas nos horários de pico. Em Fortaleza, houve paralisação de motoristas e cobradores, e passageiros desceram dos veículos para aderir ao ato contra a reforma da Previdência. O protesto contra a reforma da Previdência levou ainda cerca de 500 pessoas às ruas em São Luís, no Maranhão.

Em São Paulo, os metroviários pararam parte das linhas e motoristas de ônibus só voltaram ao trabalho na parte da manhã, após horas de paralisação. Os protestos causaram lentidão acima da média no trânsito da cidade.

Na noite desta quarta, manifestantes ocupavam os dois sentidos da Avenida Paulista. O ato foi convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Embora a pauta do protesto seja o repúdio às reformas trabalhista e da Previdência, o grito predominante entre os manifestantes é “Fora, Temer”.

A Prefeitura de São Paulo estimou que 2,5 milhões de pessoas tenham sido afetadas pela paralisação dos serviços de transporte público até as 12 horas de quarta.

COMPARTILHAR